EUA têm deflação de 0,4% em junho, a primeira desde 2020 e com queda além do esperado

Economistas consultados pela Reuters previam queda ante maio de 0,1%

Equipe InfoMoney

Supermercado em Redmond, EUA 24/11/2025. REUTERS/David Ryder
Supermercado em Redmond, EUA 24/11/2025. REUTERS/David Ryder

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O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA caiu 0,4% em junho, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira (14). Esta foi a primeira baixa mensal desde maio de 2020 e a maior queda mensal desde abril daquele mesmo ano, quando recuou 0,8%.

Economistas consultados pela Reuters previam queda ante maio de 0,1%.

O índice de preços ao consumidor, por sua vez, subiu 3,5% nos 12 meses até junho, após alta de 4,2% em maio, que foi o maior aumento na base anual desde abril de 2023. Economistas consultados pela Reuters ⁠previam que alta de 3,8% na base anual.

A retração do índice na base mensal reflete principalmente uma queda nos preços da gasolina em relação às máximas de vários anos depois de um frágil cessar-fogo entre os EUA e o ​Irã no mês passado. Essa trégua, no entanto, ruiu na semana passada depois que navios-tanque comerciais foram alvo de ataques no Estreito ​de Ormuz, desencadeando ataques militares entre os Estados Unidos e o Irã.

Como resultado, os preços da gasolina reverteram a tendência, com a média nacional subindo para US$3,86 por galão nesta terça-feira, ante US$ 3,79 na semana anterior, segundo dados da AAA, associação de defesa dos motoristas.

É provável ‌que haja novos aumentos, já que os preços ​do petróleo atingiram a máxima em quatro semanas nesta terça-feira, após os EUA terem restabelecido um bloqueio naval ao Irã. O presidente Donald Trump afirmou na segunda-feira que os Estados ⁠Unidos restabeleceriam o bloqueio ​no Estreito de ​Ormuz, que se tornou um dos principais campos de batalha do conflito.

Excluindo os componentes voláteis de ⁠alimentos e energia, os preços ao ​consumidor subiram 2,6% em junho na base anual, após alta de 2,9% em maio. No mês, o núcleo da inflação ficou estável, após alta de 0,2% em ​maio.

(com Reuters)