Em novembro

EUA relaxam restrições de entrada para estrangeiros vacinados – incluindo brasileiros

Passageiros terão que apresentar comprovante de vacinação para embarcar em aviões com destino aos EUA

Juros altos nos EUA

SÃO PAULO – Os Estados Unidos reabrirão em breve suas fronteiras para a maioria dos viajantes estrangeiros, desde que tenham imunização completa contra a Covid-19, segundo anunciado pela Casa Branca na segunda-feira.

As novas regras para viagens internacionais entrarão em vigor no “início de novembro”, disse o coordenador da Casa Branca para a Covid-19, Jeff Zients. Ações de companhias aéreas europeias subiram com a notícia da mudança.

A nova política substituirá uma série de proibições instituída pela primeira vez pelo presidente Donald Trump em 2020 e reforçada por Joe Biden neste ano, que restringe viagens de viajantes estrangeiros que estiveram nos 14 dias anteriores à chegada aos EUA nos seguintes países: Reino Unido, União Europeia, China, Índia, Irã, República da Irlanda, Brasil e África do Sul.

Dessa maneira, os cidadãos brasileiros não mais precisarão fazer uma quarentena ao chegar nos EUA ou viajar para outro país, como México, antes de entrar em solo americano.

No entanto, ainda não há definições sobre as vacinas autorizadas, especialmente sobre a liberação da Coronavac, produzida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e do imunizante da AstraZeneca, produzida pela Fiocruz – ambos liberados no Brasil, mas não nos EUA. Por lá, as vacinas aprovadas são a da Pfizer, da Moderna, e da Janssen.

Vale lembrar que países europeus, em particular, se queixaram de que os EUA mantiveram as restrições de viagem para cidadãos vacinados da União Europeia, mesmo depois de o bloco permitir a entrada de americanos vacinados.

Novas regras

Passageiros terão que apresentar comprovante de vacinação para embarcar em aviões com destino aos EUA, e o novo regime também envolverá regras mais rigorosas para testes de coronavírus e rastreamento de contatos, disse Zients.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças irão determinar o que será considerado imunização completa para viajantes internacionais, disse. As medidas também incluem requisitos de testes mais rígidos, inclusive para americanos não vacinados.

“Protegeremos os americanos no país e aumentaremos a segurança das viagens internacionais”, afirmou.

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Companhias aéreas europeias, em especial, contam com voos dos EUA para gerar lucros após perderem participação de mercado para operadoras de baixo custo e trens de alta velocidade em rotas de curta distância.

Os EUA atualmente proíbem a entrada direta de pessoas que não sejam cidadãos ou residentes permanentes, caso tenham estado no Espaço Schengen da Europa ou no Reino Unido nos últimos 14 dias, independentemente do status de vacinação.

*Com Bloomberg

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