EUA e China concordam em retomar negociações comerciais na semana que vem

Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, confirmou retomada de conversas após telefonema com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng

Bandeiras dos EUA e da China em mesa -
10/05/2025 (Martial Trezzini/Handout via REUTERS)
Bandeiras dos EUA e da China em mesa - 10/05/2025 (Martial Trezzini/Handout via REUTERS)

Publicidade

Após uma semana na qual o risco de uma prolongada guerra comercial entre Estados Unidos e China voltou a preocupar os mercados, representantes dos dois governos confirmaram que devem voltar à mesa de negociação na semana que vem. A informação foi confirmada em rede social pelo Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, após um telefonema com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng.

“Lifeng e eu nos envolvemos em discussões francas e detalhadas sobre o comércio entre os Estados Unidos e a China. Nos encontraremos pessoalmente na próxima semana para continuar nossas discussões”, escreveu.

Na semana passada, Pequim anunciou restrições às exportações de metais de terras raras, itens considerados essenciais para indústrias como de tecnologia e defesa, levando o presidente dos EUA, Donald Trump, a ameaçar tarifas retaliatórias de 100%.

O presidente dos EUA também ameaçou cancelar uma aguardada reunião com seu colega chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul, no final deste mês, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC).

A mídia estatal chinesa confirmou que Lifeng e Bessent tiveram “trocas francas, profundas e construtivas” durante o telefonema na noite de sexta-feira (manhã de sábado na China).

“[Os dois lados] … concordaram em convocar uma nova rodada de consultas econômicas e comerciais entre a China e os EUA o mais rápido possível”, informou a emissora estatal CCTV.

(Com agências internacionais)

Autor avatar
Roberto de Lira
Economia | Mercados | Mundo

Roberto de Lira é jornalista com mais de 20 anos de experiência em redações de grandes veículos como Folha de S.Paulo, Gazeta Mercantil, Agência Estado e DCI. Sua formação profissional inclui cursos de pós-graduação e MBA em Derivativos, Direção Editorial e Estratégias Digitais para Empresas de Mídia. Também é autor do dicionário temático “Bolsonário -A nova política de A a Z”, pela Alta Cult.