Empresários melhoram projeções para inflação em 2025 e 2026, mostra pesquisa Firmus

A mediana das expectativas para a inflação em 2025 passou de 5,0% ‌no relatório publicado em setembro para 4,5%

Reuters

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Sede do Banco Central, em Brasília
22/03/2022 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Sede do Banco Central, em Brasília 22/03/2022 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

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BRASÍLIA, 22 Dez (Reuters) – Empresas consultadas pelo ‍Banco Central estão com uma visão ⁠mais otimista para a inflação neste e no ‍próximo ano, além de apresentarem uma expectativa de valorização do real, apontou a autoridade monetária nesta segunda-feira.

Em ‌nova edição da pesquisa Firmus, que traz a percepção de empresas de fora do setor financeiro sobre seus negócios e as principais variáveis econômicas, a mediana das expectativas para a inflação em 2025 passou de 5,0% ‌no relatório publicado em setembro para 4,5%. Para 2026, ‌a projeção caiu de 4,5% para 4,2%.

De acordo com a pesquisa, a mediana das expectativas para a taxa de câmbio seis meses adiante aponta para uma valorização do real frente ao dólar ‌para R$5,50, contra previsão de R$5,60 apontada em setembro.

A Firmus tem coletas trimestrais e o resultado divulgado ​nesta segunda diz respeito à percepção apresentada entre 10 e 28 de novembro por 240 empresas participantes.

Em relação à atividade econômica, segundo a mediana da pesquisa Firmus, o PIB deste ano deve crescer 2,10%, ligeiramente acima do nível de 2,05% estimado em setembro. A previsão ficou abaixo da projeção de 2,26% apontada na pesquisa Focus desta semana e da projeção do ​próprio BC, de ⁠alta de 2,3%.

Para ⁠2026, as empresas consultadas esperam um crescimento de 1,80% no PIB, abaixo ‌do patamar de 1,90% previsto antes. A previsão é mais otimista que a do BC, de 1,6%, e equivalente à da pesquisa Focus desta ‍semana.

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A autarquia destacou que “a percepção sobre a situação econômica atual apresentou melhora em relação às ​três rodadas anteriores, ‌mas continua em patamar negativo” e “o otimismo quanto ao desempenho relativo ‍do setor de atuação da empresa permaneceu praticamente estável”.

Ainda segundo o relatório, houve aumento na parcela de empresas que espera ajustar os preços de seus produtos acima da inflação, após três trimestres de queda no indicador.

(Por Bernardo Caram)