Política monetária

Economia dos EUA ainda tem um longo caminho até a recuperação, diz Powell

Segundo o presidente do BC americano, a política estimulativa de juros praticada hoje é adequada ao momento

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, reforçou nesta quinta-feira, 4, que a postura atual de política monetária da instituição é “apropriada”. Durante um evento virtual organizado pelo Wall Street Journal, o dirigente afirmou que não haverá alta de juros até que as condições macroeconômicas estejam “satisfeitas”, ou seja, até que o Fed esteja no caminho para cumprir suas metas de inflação e emprego.

“O guidance do Fed é baseado em resultados”, declarou Powell.

Segundo o presidente do BC americano, a economia ainda tem um “longo” caminho até a recuperação completa da crise gerada pela pandemia de covid-19.

Ele também ressaltou que ainda levará “algum tempo” para que os Estados Unidos alcancem o máximo emprego. “Não aumentaremos juro apenas porque o emprego aumentou”, afirmou o dirigente. Powell disse, ainda, que quer ver um incremento nos salários dos trabalhadores.

Nesta quinta-feira, Powell afirmou que estaria preocupado com o movimento recente no mercado de Treasuries apenas se houvesse um aperto “consistente” e “persistente” nas condições financeiras. Pela primeira vez, ele disse que a inclinação na curva de juros americana chamou sua atenção.

Segundo Powell, as condições financeiras nos Estados Unidos estão “altamente acomodatícias” no momento. O dirigente frisou que, se houver uma “mudança substancial”, o Fed estará preparado para usar suas ferramentas. Ele, contudo, não detalhou quais medidas seriam tomadas.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a alta recente nos juros de longo prazo no mundo, impulsionada pelo aumento das expectativas inflacionárias, revelou uma divergência entre o mercado e os principais bancos centrais.

A comunicação do Fed entrou em evidência após dirigentes da instituição minimizarem os riscos de disparada dos preços, que poderiam derivar dos estímulos fiscais e monetários sem precedentes nos EUA.

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