Economia do Reino Unido avança com cessar-fogo no Golfo, Copa do Mundo e clima quente

O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,3% no mês, colocando a Reino Unido a caminho do maior crescimento entre as economias do G7 no primeiro semestre de 2026, após permanecer estável em maio

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LONDRES, ⁠13 Ago (Reuters) – A economia britânica cresceu inesperadamente em ⁠junho, quando as empresas desfrutaram de uma trégua em relação ao ‌aumento dos preços da energia causado pela guerra no Irã, pelo início da Copa do Mundo de futebol e pelo clima quente, segundo ‌dados oficiais divulgados nesta quinta-feira.

O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,3% no mês, colocando a Reino Unido a caminho do maior crescimento entre as economias do G7 no primeiro semestre de 2026, após permanecer estável em maio.

“De modo geral, a economia parece ter resistido extremamente bem à guerra no Irã, ⁠com ‌poucos sinais de que consumidores ou empresas tenham reduzido suas atividades em ⁠resposta ao aumento dos preços do petróleo”, afirmou Thomas Pugh, economista-chefe da empresa de contabilidade RSM UK. “Olhando para o futuro, porém, é provável que o crescimento desacelere.”

Economistas consultados pela Reuters previam estabilidade em termos mensais em junho.

TRÉGUA NA GUERRA DO IRÃ

O Escritório Nacional de ​Estatísticas informou que menos empresas mencionaram a guerra no Irã do que nos meses anteriores, coincidindo com um período de cessar-fogo que já ​acabou.

O órgão também informou que alguns produtores de bebidas alcoólicas, empresas do setor alimentício, produção televisiva e publicidade relataram impulso devido à Copa do Mundo, enquanto varejistas e alguns fabricantes mencionaram o clima quente como um fator favorável.

O crescimento econômico geral em junho foi impulsionado por ‌um aumento de 0,4% no setor de serviços, ​que foi apenas parcialmente compensado por quedas de 0,2% na produção industrial e de 0,1% na construção civil.

No segundo trimestre, a economia cresceu 0,4%, desacelerando em relação ao aumento ⁠de 0,6% registrado nos ​primeiros três meses do ​ano, mas ainda assim mantendo um ritmo de crescimento mais forte do que o habitual ⁠e em linha com as expectativas dos ​economistas.

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Andrew Hunter, economista sênior da Moody’s Analytics, destacou o aumento do consumo das famílias e do investimento empresarial.

“Dito isso, vale lembrar o padrão repetido nos últimos ​anos, em que um forte crescimento no primeiro semestre do ano é seguido por uma desaceleração acentuada no segundo”, disse ele.

Economistas ​afirmam que a forma ⁠como o escritório de estatísticas mede a economia pode estar exagerando o crescimento nos primeiros meses ⁠do ano calendário.

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O Banco da Inglaterra, que manteve a taxa de juros inalterada apesar do aumento nos preços da energia, havia previsto um crescimento econômico de 0,3% no segundo trimestre, mas afirmou que a expansão subjacente estava em cerca de 0,1% e desacelerará para zero no período de julho a ​setembro.

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