Comércio

Economia deve recuperar nível da última década somente em 2023, diz FecomercioSP

A FecomercioSP defende que o último crescimento significativo do PIB brasileiro aconteceu em 2013, com um salto de 3%

Mulher segurando cesta de supermercado enquanto escolhe alguns itens da prateleira
(Shutterstock)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) afirmou que a economia brasileira deve recuperar o nível do começo da década passada somente em 2023.

Em comunicado, a entidade indica que a queda de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 não é “a pior notícia sobre a crise econômica brasileira”.

A FecomercioSP defende que o último crescimento significativo do PIB brasileiro aconteceu em 2013, com um salto de 3%. Desde então, houve uma sequência de estagnação, quedas e retomadas tímidas – com crescimento de 0,5% em 2014; encolhimento de 3,5% e 3,3% em 2015 e 2016, respectivamente; e singelos aumentos em 2017 (1,3%), 2018 (1,1%) e 2019 (1,1%).

“Diante desses números, é possível dizer que o país só vai retomar o patamar do começo da década passada em 2023 – isso se daqui até lá sustentar um crescimento de, pelo menos, 2% ao ano”, afirmou a entidade em nota oficial.

Para a FecomercioSP, o cenário de recuperação em 2023 pode não se viabilizar devido à nova queda no consumo das famílias, dado o cenário de crise com o pior momento da pandemia no país. “Além disso, há ainda as dúvidas de longo prazo sobre a capacidade do governo federal em implantar uma política de austeridade fiscal cortando despesas”, declarou a federação.

Segundo a entidade, ainda que o PIB cresça entre 3% e 3,5% em 2021, estará mais relacionado à queda de 4,1% em 2020 do que a um sinal de recuperação da economia de fato. “Em outras palavras, se nada der errado daqui para frente, o Brasil só voltará ao patamar de 2013 exatamente dez anos depois. É, portanto, a verdadeira década perdida.”

Para a FecomercioSP, uma ” verdadeira reforma do Estado” auxiliaria a recuperação econômica brasileira. “Diminuindo tributos, acelerando investimentos e contendo a alta da inflação por meio de uma política de juros baixos”, a entidade vê um caminho para um melhor cenário nos próximos anos.

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