Diretora-gerente do FMI reforça pedido para grandes economias ajudarem países pobres a superar crise

"Assim, evitamos que as cicatrizes sejam profundas e, possivelmente, levem a uma mudança irreversível nas tendências de crescimento"

Estadão Conteúdo

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva Foto: Mark Wilson/Getty Images)

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A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, reforçou nesta quarta-feira, 9, seu pedido para que as grandes economias o mundo ajudem os países pobres a superar a crise trazida pela covid-19.

“Assim, evitamos que as cicatrizes sejam profundas e, possivelmente, levem a uma mudança irreversível nas tendências de crescimento”, disse em webinar promovido pela própria instituição.

“Temos de pensar no acesso ao financiamento, em escala proporcional às necessidades doa países. Os países de alta renda conseguem gastar 20% Produto Interno Bruto (PIB) para sair da crise os países de baixa renda, só 2%”, alertou a diretora-gerente sobre a falta de espaço fiscal nos países pobres.

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Georgieva ainda lembrou que a distância das crianças da escola neste ano, por conta das medidas de isolamento social, deve ampliar a desigualdade social no planeta e, por isso, precisa ser acompanhada com atenção pelas autoridades competentes.