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Déficit corrente foi de US$ 3,6 bilhões em julho e chegou a 2,52% do PIB em 12 meses

Investimentos diretos no país somaram ingressos líquidos de US$ 4,2 bilhões em julho de 2023, ante US$ 7,2 bilhões no mesmo mês de 2022

Por  Roberto de Lira

As transações correntes do balanço de pagamentos do Brasil ficaram deficitárias em US$ 3,6 bilhões em julho de 2023, abaixo portanto do déficit de US$ 5,3 bilhões observado em julho de 2022, informou nesta sexta-feira (25) o Banco Central. Na comparação interanual, o déficit em renda primária cresceu US$ 1,2 bilhão.

O déficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em julho de 2023 somou US$ 51,1 bilhões (2,52% do PIB), ante US$ 52,7 bilhões (2,64% do PIB) no mês anterior e US$ 48,8 bilhões (2,71% do PIB) em julho de 2022.

A balança comercial de bens registrou superávit de US$ 7,2 bilhões em julho de 2023, ante saldo positivo de US$ 4,1 bilhões no mesmo mês do ano passado. As exportações totalizaram US$ 29,2 bilhões, com redução de 3,3% na comparação interanual. Mas as importações diminuíram 15,7% na mesma base de comparação, totalizando US$ 21,9 bilhões.

Já o déficit na conta de serviços totalizou US$ 3,2 bilhões em julho, estável em relação a julho de 2022. A conta de transportes teve despesas líquidas de US$ 941 milhões, um recuo de 45,0% na comparação com julho de 2022, influenciada por menores gastos em fretes.

As despesas líquidas de viagens internacionais cresceram 23,7% e somaram US$ 817 milhões, com aumentos de 45,8% nas receitas (para US$ 567 milhões) e de 31,9% nas despesas (para US$ 1,4 bilhão).

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As despesas líquidas com aluguel de equipamentos somaram US$ 1,0 bilhão, aumento de 53,1% em comparação a julho de 2022.

O déficit em renda primária somou US$7,7 bilhões em julho, um incremento de 17,7% comparativamente ao déficit de US$ 6,6 bilhões em julho de 2022. As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$ 4,0 bilhões, ante US$3,6 bilhões em julho de 2022.

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Na comparação interanual, as receitas e as despesas brutas de lucros e dividendos reduziram US$ 1,9 bilhão e US$ 1,5 bilhão, respectivamente. As despesas líquidas com juros somaram US$ 3,8 bilhões em julho de 2023, US$ 758 milhões superiores ao resultado de julho de 2022, influenciadas por maiores despesas brutas em operações intercompanhias, títulos negociados no mercado doméstico e em outros investimentos.

IDP

Os investimentos diretos no país (IDP) somaram ingressos líquidos de US$ 4,2 bilhões em julho de 2023, ante US$ 7,2 bilhões no mesmo mês de 2022. No mês, houve ingressos líquidos de US$ 3,5 bilhões em participação no capital e de US$ 700 milhões em operações intercompanhias.

O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$ 71,7 bilhões (3,54% do PIB) em julho de 2023, ante US$ 74,6 bilhões (3,74% do PIB) no mês anterior e US$ 61,0 bilhões (3,38% do PIB) em julho de 2022.

Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram saídas líquidas de US$ 333 milhões em julho de 2023, compostas por ingressos líquidos de US$ 1,4 bilhão em ações e fundos de investimento e por saídas líquidas de US$ 1,7 bilhão em títulos de dívida. Nos doze meses encerrados em julho de 2023, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$ 12,8 bilhões.

Reservas internacionais

As reservas internacionais somaram US$ 345,5 bilhões em julho de 2023, uma alta de US$ 1,9 bilhão em comparação ao mês anterior. O resultado decorreu de contribuições positivas por variações de paridades, US$ 1,1 bilhão, variações de preços, US$ 302 milhões, e da receita de juros, US$ 632 milhões.

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