Déficit comercial dos EUA diminui em setembro; importações atingem máxima recorde

O ‌déficit comercial recuou 0,7%, para US$ 105,0 bilhões

•

Publicidade

WASHINGTON, 4 Nov (Reuters) – O ⁠déficit comercial dos Estados ⁠Unidos diminuiu ligeiramente em setembro, mesmo ‌com a forte demanda interna impulsionando as importações a um pico recorde.

O ‌déficit comercial recuou 0,7%, para US$105,0 bilhões, informaram nesta quarta-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio e o Census Bureau. Economistas consultados ⁠pela ‌Reuters previam um déficit de US$108,0 ⁠bilhões.

O déficit comercial permanece elevado apesar das tarifas agressivas do presidente Donald Trump. O governo estimou na semana passada que as importações reduziram em ​2,64 pontos percentuais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, ​o maior impacto desde o primeiro trimestre de 2025, quando as empresas anteciparam pedidos após as tarifas abrangentes impostas por Trump.

A economia cresceu ‌a uma taxa anualizada de ​3,4% no trimestre de julho a setembro, informou o governo em sua estimativa preliminar do PIB ⁠na ​semana passada. ​O comércio não contribui para o crescimento do PIB ⁠há quatro trimestres consecutivos. ​Os gastos resilientes dos consumidores e um frenesi de investimentos em inteligência artificial ​são responsáveis pela força da demanda interna.

As importações aumentaram 1,2% em ​setembro, para US$426,6 ⁠bilhões, um recorde histórico. As importações de bens ⁠subiram 1,3%, atingindo um recorde de US$346,9 bilhões. As exportações avançaram 1,9%, para US$321,5 bilhões. As exportações de bens aumentaram 2,5%, para US$211,0 bilhões.