Na berlinda

Default e risco fiscal podem assombrar investidor em emergentes

Nathan Sheets, economista-chefe da PGIM Fixed Income, disse que há uma deterioração fiscal “extraordinária” nos mercados emergentes neste ano

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(Bloomberg) — O próximo grande desafio para os mercados emergentes será liquidar uma pilha de dívidas em meio ao crescimento lento, de acordo com investidores e analistas que participaram de um evento do Institute of International Finance.

Empresas como PGIM e Amundi disseram que o risco fiscal é uma das maiores preocupações nos mercados depois que os governos aumentaram os gastos para compensar o choque econômico da pandemia. Isso é particularmente preocupante em mercados emergentes, em que países como Brasil e África do Sul entraram na pandemia com balanços frágeis.

“Normalmente as crises vêm do lado da dívida”, disse Vincent Mortier, vice-diretor de investimentos da Amundi em Paris. “Não sabemos quando virá a próxima, mas o coquetel está se tornando um pouco tóxico.”

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A relação dívida/PIB mundial provavelmente aumentará 16 pontos percentuais em 2020 à medida que o crescimento vacila e os governos aumentam os gastos, de acordo com Alexandra Dimitrijevic, head global de pesquisa da S&P Global Ratings.

Nathan Sheets, economista-chefe da PGIM Fixed Income, disse que há uma deterioração fiscal “extraordinária” nos mercados emergentes neste ano. Embora continue otimista com a classe de ativos, ele disse que o risco fiscal é o maior problema no mundo em desenvolvimento.

Os desequilíbrios também afetarão as empresas de países em desenvolvimento, que venderam mais dívidas do que nunca neste ano para aproveitar os baixos custos de empréstimos e o forte apetite dos investidores.

“O apoio monetário tem sido crítico, mas não abordou o risco de solvência”, disse Dimitrijevic. A S&P espera que as taxas de default dobrem nos EUA e na Europa nos próximos 12 meses.

Arnab Das, estrategista de mercado global da Invesco Asset Management em Londres, disse que é crucial que os bancos centrais mantenham as condições financeiras relaxadas para evitar uma crise generalizada de default.

“É assim que teríamos danos permanentes dos quais levaria muito tempo para voltar”, disse Das. O primeiro passo para uma recuperação é manter as condições financeiras muito confortáveis, “evitando o risco de que problemas de refinanciamento se transformem em defaults em cascata”.

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