Crescimento do setor industrial da zona do euro atinge pico em 45 meses, diz PMI

Interrupções na cadeia de oferta inflaram os números de expansão, embora a demanda subjacente tenha permanecido fraca

Reuters

Fábrica da ThyssenKrupp em Duisburg, na Alemanha (Foto: Wolfgang Rattay/Reuters)
Fábrica da ThyssenKrupp em Duisburg, na Alemanha (Foto: Wolfgang Rattay/Reuters)

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LONDRES, 1 Abr (Reuters) – O crescimento do ⁠setor industrial da zona do euro atingiu ⁠o nível mais forte em quase quatro anos em março, ‌já que as interrupções na cadeia de oferta inflaram os números de expansão, embora a demanda subjacente tenha permanecido fraca e ‌o aumento dos custos de insumos devido à guerra do Irã tenha ameaçado minar a frágil recuperação do setor, mostrou uma pesquisa.

O conflito no Oriente Médio afetou as redes globais de logística, causando atrasos nas entregas que impulsionaram artificialmente as principais medidas de crescimento e, ao ⁠mesmo ‌tempo, elevaram a inflação dos preços dos insumos ao maior nível desde ⁠outubro de 2022.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de indústria da S&P Global para a zona do euro subiu para 51,6 em março, em comparação com 50,8 em fevereiro, acima da preliminar de 51,4.

Uma leitura acima de 50,0 indica crescimento na atividade.

‘A ​guerra no Oriente Médio já deixou sua marca no setor industrial da zona do euro’, disse Joe Hayes, economista-chefe da S&P Global ​Market Intelligence.

‘Os prazos de entrega dos fornecedores aumentaram acentuadamente conforme os mercados de logística se reajustam devido às interrupções marítimas, enquanto o aumento dos preços do petróleo e da energia elevou a inflação dos custos de insumos ao seu maior nível desde o ‌final de 2022.’

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O subíndice de novos pedidos – um ​indicador importante da demanda – igualou a máxima de 46 meses atingida em fevereiro, mas o crescimento permaneceu modesto.

A produção aumentou pelo terceiro mês consecutivo, com o subíndice ⁠de produção subindo ​para 52,0, de ​51,9 em fevereiro, atingindo a máxima em sete meses.

Os novos pedidos de exportação se estabilizaram ⁠depois de se contraírem por oito ​meses seguidos, proporcionando um certo alívio aos fabricantes.

A inflação de custo de insumos subiu para a máxima de 41 meses, impulsionada pelos preços mais ​altos do petróleo e da energia. Os fabricantes reagiram aumentando os preços de venda no ritmo mais rápido em ​pouco mais de ⁠três anos.

‘Vimos parte do impulso inflacionário causado pela guerra ser repassado diretamente para os preços ⁠finais em março, reduzindo a competitividade da zona do euro’, acrescentou Hayes.

A confiança das empresas caiu para a mínima de cinco meses e permaneceu abaixo de sua média de longo prazo, uma vez que o conflito pesou sobre o sentimento.

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