Confiança do consumidor no Brasil tem alta em março após dois meses de queda, diz FGV

Indicador da FGV interrompe sequência de quedas e atinge 88,1 pontos impulsionado por percepção de juros baixos e emprego

Reuters

Contas de energia e outras contas de consumo podem pesar no bolso de quem busca planejamento financeiro (Imagem gerada com auxílio IA/Leonardo Albertino)
Contas de energia e outras contas de consumo podem pesar no bolso de quem busca planejamento financeiro (Imagem gerada com auxílio IA/Leonardo Albertino)

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SÃO PAULO, 25 Mar (Reuters) – A ⁠confiança do consumidor no Brasil ⁠interrompeu uma sequência de duas quedas seguidas ‌e registrou alta de 2 pontos em março, para 88,1 pontos, maior nível desde dezembro ‌de 2025 quando o indicador alcançou 89,1 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

Segundo Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre, a alta do indicador foi motivada pela ⁠melhora ‌nas expectativas para os próximos meses.

‘Entre os ⁠quesitos, o indicador que mede a percepção financeira futura das famílias foi o que mais contribuiu para o resultado agregado, num movimento de redução do pessimismo das finanças ​pessoais’, disse ela.

‘Fatores como a manutenção do emprego e da renda, controle da inflação ​e redução recente das taxas de juros, parecem ter influenciado positivamente a percepção sobre o horizonte futuro dos consumidores’, acrescentou.

O Índice de Expectativas (IE) registrou alta de 3,4 pontos ‌em março, para 92,1 pontos, ​impulsionando o indicador geral. Entre os quesitos do IE, o indicador de situação financeira futura da família subiu ⁠6,5 pontos, ​para 89,4 pontos, ​seguido pelo indicador de situação econômica local futura que avançou ⁠1,8 ponto, para 105,5 ​pontos. Ambos registraram o maior nível desde dezembro de 2025, quando atingiram 92,4 e 108,0 pontos, ​respectivamente.

Por outro lado, o Indicador de Situação Atual (ISA) registrou recuo de 0,3 ponto, ​para 83,2 ⁠pontos. Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador de ⁠situação econômica local atual recuou 1,4 ponto, para 94,7 pontos, enquanto o indicador de situação financeira atual da família subiu 0,8 ponto, para 72,1 pontos, disse a FGV.

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(Reportagem de Eduardo ​Simões)