Confiança de serviços sobe em março para o maior nível desde outubro de 2022

Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,9 pontos, para 96,0 pontos, maior nível desde outubro de 2022; por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-S) ficou recuou 0,5 ponto, para 95,9 pontos.

Roberto de Lira

Confiança com situação atual do setor de serviços está no menor nível desde maio de 2023
Confiança com situação atual do setor de serviços está no menor nível desde maio de 2023

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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) reverteu a queda observada em fevereiro e subiu 1,6 ponto em março, para 95,8 pontos, informou nesta quarta-feira (27) a Fundação Getúlio Vargas. Com isso, o indicador atingiu o maior nível desde outubro de 2022, quando bateu em 97,6 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,7 ponto.

Segundo Stéfano Pacini, economista do FGV/Ibre, houve uma perda de fôlego do setor na percepção sobre a situação atual, mas a confiança em relação ao futuro demonstra otimismo. Isso ocorreu na maior parte dos segmentos, em relação a demanda e ao ambiente de negócios para os próximos trimestres.

“O empresário enfrenta um ambiente macroeconômico de manutenção da queda na taxa de juros, controle de inflação e bons resultados no mercado de trabalho, fatores que podem estar influenciando as perspectivas futuras para o setor de serviços ”, explicou Pacini, em nota.

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Expectativa e situação atual

Em março, a alta do ICS foi influenciada exclusivamente pela melhora das expectativas para os próximos meses. O Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,9 pontos, para 96,0 pontos, maior nível desde outubro de 2022. Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 0,5 ponto, para 95,9 pontos.

Os dois componentes do ISA-S caíram: o indicador de situação atual dos negócios recuou 0,6 ponto, para 95,7 pontos, e o indicador de volume da demanda atual cedeu 0,5 ponto, para 96,0 pontos.

Em relação aos componentes do IE-S, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses avançou 3,7 pontos, para 94,9 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses subiu 3,9 pontos, para 97,0 pontos.