Ministério afirma que não esperava aumento de tarifas anunciado por Trump

MDIC afirma que negociações com EUA focavam tarifa de 10% para países do Brics, e não em taxa de 50% sobre todas as exportações

Gabriel Garcia

Presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula durante coletiva de imprensa na cúpula da OTAN em Haia, Holanda, 25 de junho de 2025. REUTERS/Piroschka Van De Wouw
Presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula durante coletiva de imprensa na cúpula da OTAN em Haia, Holanda, 25 de junho de 2025. REUTERS/Piroschka Van De Wouw

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou nesta quarta-feira (9) que não previa o aumento de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil. As informações são do portal g1.

Segundo declaração da pasta ao portal, as conversas com os americanos estavam concentradas em uma proposta de tarifa de 10% direcionada aos países do Brics, sem qualquer sinalização de que o Brasil seria alvo de uma taxa de 50% sobre todas as exportações.

A declaração do ministério veio após Trump enviar uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicando a medida, que entrará em vigor a partir de 1º de agosto.

Na correspondência, o republicano afirmou que a tarifa valerá para “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos”, independentemente das tarifas setoriais já existentes, o que pode elevar significativamente os custos para os exportadores brasileiros.

Na carta, Trump justificou a decisão com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e mencionou diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente americano classificou como “vergonha internacional” o julgamento de Bolsonaro no STF e acusou o Brasil, sem apresentar provas, de censurar plataformas de redes sociais americanas.

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Ele ainda afirmou que a relação comercial entre os dois países “não é recíproca” e ameaçou novas medidas caso o Brasil decida retaliar.