Problemas na vacinação contra Covid-19

Com falta de doses, vacinação para idosos acima de 75 anos em São Paulo deve começar apenas no fim de março

Início da imunização do grupo está condicionado ao recebimento de novas doses. Cidade dispõe de 203 mil doses da CoronaVac

Coronavac, vacina produzida em parceria com a China
A CoronaVac é a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan (Divulgação)

SÃO PAULO – Anteriormente prometida para começar no dia 8 de fevereiro, a vacinação contra a Covid-19 para idosos acima de 75 anos no estado de São Paulo pode ser iniciada apenas em março. Ainda sem data exata, o início da imunização do grupo está condicionado ao recebimento de novas doses, segundo informações de Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde.

“Se nós recebermos o total de vacinas para completar essa primeira etapa de vacinação dos profissionais de saúde, nós acreditamos que no município nós poderíamos ter o início em março para fazer a vacinação dos idosos acima de 75 anos”, informou Aparecido em entrevista à TV Globo.

De acordo com o secretário, uma estimativa da prefeitura é de que a vacinação nesse primeiro grupo de idosos, de maior risco, ocorra a partir do dia 23 de março. “A partir daí, a gente inicia a vacinação dos idosos nas nossas unidades de saúde e nos postos espalhados pela cidade. Mas a gente ainda depende [da chegada] das vacinas”, disse o secretário.

Aparecido ainda recomendou aos idosos da capital que não se desloquem aos postos de saúde para receber o imunizante. “Ainda não chegou esse momento da vacinação”, reforçou.

O ministro da saúde, Eduardo Pazuello, reforçou a avaliação do secretário em nota divulgada pela pasta na última segunda-feira (18). A população não deve procurar postos de saúde, para evitar aglomerações e filas desnecessárias.

“Conforme os laboratórios disponibilizem mais doses das vacinas adquiridas pelo Ministério da Saúde, outras populações que integram os grupos prioritários serão chamadas, por campanha publicitária, a comparecerem às salas de vacinação”, informou Pazuello.

Falta de vacinas contra Covid-19

Na capital paulista, a campanha municipal de vacinação contra a doença começou oficialmente na última segunda-feira (18). Na primeira fase, o governo imunizará profissionais da saúde que atuam na linha de frente de combate à pandemia, idosos que moram em asilos na capital e indígenas.

Ainda segundo informações do secretário, a capital tem 500 mil profissionais de saúde, mas irá vacinar apenas cerca de 180 mil. Isso porque só recebeu 203 mil doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e a única disponível atualmente para a campanha de vacinação no Brasil. A previsão da prefeitura é a de que outras 203 mil de doses vão chegar em 15 dias, para a segunda aplicação dos profissionais que já tiverem sido vacinados.

A situação não é muito diferente no estado de São Paulo, que dispõe ao todo de 1.357.040 doses da CoronaVac para aplicação imediata. O quantitativo de profissionais de saúde em todo o estado de São Paulo é de cerca de de 1,5 milhão, segundo informações do Ministério da Saúde. Considerando o regime de aplicação de duas doses, o estado precisaria de cerca de 3 milhões de doses para finalizar a vacinação apenas nos profissionais da saúde. O déficit de São Paulo, portanto, é de aproximadamente 1,75 milhão de doses.

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