China vê queda menor nos preços das casas em abril; grandes cidades têm recuperação

O dado geral foi puxado pela alta nos preços das casas usadas nas cidades de primeira linha, liderada pelo aumento mensal de 0,7% em Xangai

Roberto de Lira

Prédios em construção em Zhengzhou, na China - 19/01/2019 (Foto: REUTERS/Thomas Peter)
Prédios em construção em Zhengzhou, na China - 19/01/2019 (Foto: REUTERS/Thomas Peter)

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Os preços das casas novas na China recuaram 0,1% em abril em relação a março. Embora ainda em retração, foi a queda mensal mais franca desde abril do ano passado, o que traz esperanças de que a crise imobiliária no país possa ter atingido seu patamar mais baixo. Em 12 meses, os preços caíram 3,5%.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), os valores das casas de revenda, que estão sujeitas a menos intervenção governamental, recuaram 0,23%, também a queda mais lenta desde março de 2025.

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O dado geral foi puxado pela alta nos preços das casas usadas nas cidades de primeira linha, liderada pelo aumento mensal de 0,7% em Xangai, seguido por uma expansão de 0,4% em Pequim. Os preços em Shenzhen também cresceram 0,3%, enquanto Guangzhou subiu 0,2%.

Wang Zhonghua, estatístico-chefe da divisão urbana do NBS, disse à agência estatal Xinhua que, em cidades de segundo e terceiro escalão, as quedas mês a mês se reduziram ou permaneceram inalteradas em comparação com o período anterior.

Wang também destacou que o número de cidades onde os preços de propriedades residenciais comerciais recém-construídas subiram ou permaneceram estáveis mês a mês aumentou em relação a março.

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No mercado primário, 21 cidades viram os preços estabilizarem ou subirem em abril, acima das 16 de março. No mercado secundário, 16 cidades registraram crescimento, uma leve queda em relação às 17 registradas no mês anterior.

Segundo a Reuters, o ritmo menor de queda mensal, devido principalmente aos preços mais firmes nas grandes cidades, fortalece as esperanças entre investidores e proprietários de imóveis para uma recuperação no setor imobiliário, que em seu auge representava cerca de 25% da economia. O setor está atolado em uma recessão de anos que pesa sobre o consumo interno e impacta a riqueza das famílias.