China reúne Assembleia Popular Nacional para alinhar metas do ano

Tradicional evento chamado de "Duas Sessões" reúne a elite do poder político e econômico e deve anunciar na semana as principais projeções do gigante asiático para o ano

Roberto de Lira

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A China iniciou nesta segunda-feira (4) sua 14ª Assembleia Popular Nacional, evento político também chamado de chamado “Duas Sessões”, que marca o momento de alinhamento de metas do país. O encontro é composto de duas reuniões paralelas: a primeira do CCPPC, uma a conferência consultiva política do povo chinês, e outra do Congresso Nacional do Povo. Ambos os encontros se estendem até o dia 11.

Segundo a Julius Baer, o foco do mercado está no relatório do governo, que será anunciado durante a Assembleia. O documento vai conter uma série de metas econômicas, incluindo a projeção para o crescimento do PIB e os déficits fiscais. Acredita-se que o governo deve manter sua estimativa de crescimento para a economia em torno de 5%, a exemplo do ano passado.

No domingo, um porta-voz da CPPCC disse que “os temas econômicos são de grande preocupação” para os mais de 2.000 membros do órgão de consulta. O mesmo acontece com o emprego dos jovens, especialmente os recém-formados. O desemprego jovem está oficialmente em cerca de 15%.

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“Estes números darão aos investidores uma noção do quão agressivo o governo chinês poderá ser no estímulo ao crescimento econômico este ano e na influência do sentimento do mercado. Acreditamos que as políticas de estímulo serão modestas e mantemos as nossas expectativas baixas”, diz a consultoria em relatório.

Para a Julius Baer, em termos de implementação, as reuniões poderão aumentar o interesse dos investidores nas empresas públicas chinesas, uma vez que os olhos estão voltados para potenciais reformas que possam elevar os retornos para os acionistas, escreveu Richard Tang, analista de pesquisa de ações da Julius Baer para a Ásia.

Sem entrevistas

Porém, uma ponta de dúvida surgiu nesta segunda-feira sobre algum anúncio de medidas. Em uma coletiva de imprensa, um porta-voz do NPC, revelou que o primeiro-ministro, Li Qiang, não falará à imprensa durante o principal encontro político anual do país, como é tradição.

Uma agenda publicada pela mídia estatal também reduziu um pouco as expectativas sobre mudanças políticas no evento. Esperava-se o núncio de substitutos nos gabinetes do ministro das Relações Exteriores e do ministro da Defesa.

As especulações em torno dos destinos de Qin Gang, ex-ministro das Relações Exteriores, e Li Shangfu, ex-ministro da Defesa, aumentaram desde que os dois homens foram removidos sem explicação de seus cargos no ano passado, em uma temporada de turbulência para o governo da China, segundo o jornal britânico The Guardian.

Mas uma agenda prévia apontou que as vagas atuais no Conselho de Estado permanecerão sem novos nomes por algum tempo, sem anúncios programados para as duas sessões.

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