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Divergência estatística

Campos Neto: País tem dois indicadores de emprego contando histórias diferentes

No fim de julho, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,6% no trimestre terminado em maio

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central
Germano Lüders/InfoMoney

Depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, criticar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, engrossou o coro e afirmou que há um “grande debate” sobe qual indicador usar para mensurar o nível de emprego no Brasil.

Em evento virtual do Bradesco BBI ele apresentou dados da Pnad do IBGE, que mede a população empregada, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostra o comportamento do mercado formal. “Temos dois indicadores de emprego no Brasil contando histórias diferentes. Acredito que estamos mais próximos dos indicadores do Caged do que da Pnad.”

No fim de julho, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,6% no trimestre terminado em maio, com 14,795 milhões de desempregados. Isso levou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a atacar o órgão, subordinado à sua pasta, e sua metodologia para retratar o mercado de trabalho – ele disse que o IBGE vive na “idade da pedra lascada”.

Guedes, assim como Campos Neto, prefere os dados mais “positivos” do Caged que, na última divulgação, mostrou que o país criou 1,5 milhão de empregos no primeiro semestre. No evento, Campos Neto disse ainda que a confiança do consumidor não voltou aos níveis anteriores para as classes mais baixas.

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