Boom de tech impulsiona fábricas da China, mas desequilíbrios econômicos se agravam

A produção industrial cresceu 5,2% em agosto em relação ao mesmo ​mês do ano anterior, acelerando ante a alta de 4,5% registrada em julho e superando as expectativas de um ​aumento de 4,8%

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PEQUIM, 15 Set (Reuters) – O setor industrial da ⁠China mostrou força renovada em agosto uma vez que ‌o boom da tecnologia impulsionado pela IA estimulou a produção nas fábricas, embora o consumo fraco e o agravamento ‌da queda nos investimentos tenham reforçado as preocupações com o aprofundamento dos desequilíbrios econômicos.

Os dados divulgados nesta terça-feira destacaram uma linha divisória conhecida na segunda maior economia do mundo, onde a resiliência da indústria manufatureira e das exportações sustenta o ⁠crescimento, ‌mesmo com a fraqueza dos gastos das famílias e ⁠a desaceleração do mercado imobiliário pesando sobre a demanda interna. É provável que essa divergência intensifique a pressão sobre Pequim para que adote mais medidas de apoio.

A produção industrial cresceu 5,2% em agosto em relação ao mesmo ​mês do ano anterior, acelerando ante a alta de 4,5% registrada em julho e superando as expectativas de um ​aumento de 4,8%, segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas. A forte expansão na fabricação de equipamentos e de alta tecnologia sustentou a recuperação da produção.

As vendas no varejo, um indicador da atividade do consumidor, subiram ‌0,4%, desacelerando em relação ao ganho de ​0,6% em julho e ficando abaixo da expectativa de um aumento de 0,8%.

A fraqueza do consumo e a crise no mercado imobiliário pesaram sobre ⁠o crescimento do Produto ​Interno Bruto (PIB) ​do segundo trimestre, ficando em 4,3%, o ritmo mais lento em mais de três ⁠anos e abaixo da meta ​anual da China, que varia entre 4,5% e 5,0%.

“A menos que setembro seja inesperadamente forte, o crescimento do PIB provavelmente permanecerá ​lento no terceiro trimestre”, disse Lynn Song, economista-chefe do ING para a Grande China.

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A Oxford Economics reduziu ​sua previsão de crescimento ⁠para 2026 em 0,1 ponto percentual, para 4,7%, e cortou a projeção para ⁠o próximo ano de 4,6% para 4,3%, “refletindo uma desaceleração mais prolongada no setor imobiliário, que provavelmente manterá o crescimento moderado, apesar do investimento público mais forte”, disse a economista sênior Sheana Yue.