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Tecnologia

BCE lança próxima fase de pesquisas para euro digital

Etapa vai durar 24 meses e visa abordar questões-chave sobre design e distribuição de uma moeda virtual, que poderia ser implementada em meados da década

(Bloomberg) – O Banco Central Europeu deu um grande passo em direção ao euro digital na quarta-feira (14) ao aprovar uma “fase de investigação” que pode levar à implementação de uma moeda virtual em meados da década.

A próxima fase vai durar 24 meses e visa abordar questões-chave sobre design e distribuição, disse o BCE em comunicado.

A instituição também afirmou que a medida não influenciará antecipadamente “qualquer futura decisão sobre a possível emissão de um euro digital, que só acontecerá posteriormente. Em qualquer caso, um euro digital complementaria o dinheiro, não o substituiria”.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, está entusiasmada com a moeda digital do banco central, e a instituição alertou que não implementá-la poderia minar a autonomia monetária do bloco com o avanço de provedores de pagamento, como gigantes de tecnologia estrangeiras.

Se o BCE adotar uma moeda virtual, provavelmente seguirá os passos da China, onde os testes começaram em várias cidades. As ilhas do Caribe Oriental que compartilham um banco central, incluindo Granada e São Cristóvão e Nevis, já lançaram suas próprias versões. O Federal Reserve e o Banco da Inglaterra examinam as possibilidades para suas economias.

As características prováveis de um euro digital já ganham forma: pesquisas e comentários oficiais retratam um sistema de pagamento rápido, fácil de usar e seguro. Crucialmente para Lagarde, que tem criticado criptoativos privados, também ofereceria uma alternativa ao bitcoin e outras moedas digitais.

“Já são nove meses desde que publicamos nosso relatório sobre o euro digital. Nesse período, realizamos análises mais aprofundadas, buscamos contribuições de cidadãos e profissionais e realizamos algumas experiências, com resultados animadores”, disse Lagarde em comunicado. “Tudo isso nos levou a decidir avançar uma marcha e iniciar o projeto do euro digital.”

Parecido com dinheiro

O site do BCE diz que o euro digital seria semelhante às notas, mas digitais. Na realidade, uma característica fundamental das notas e moedas – a capacidade de fazer pagamentos simultaneamente de forma anônima e offline – será um desafio para replicar.

O Riksbank da Suécia observou em relatório este ano que as moedas digitais precisarão ser verificadas por um livro razão remoto para evitar a falsificação, comprometendo o anonimato.

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O BCE parece ter reconhecido isso, dizendo em relatório no ano passado que o “eurossistema estaria em melhor posição para ganhar a confiança dos cidadãos europeus numa ferramenta de pagamento offline” e que “o anonimato pode ter de ser excluído”.

No entanto, o BCE vê espaço para uma abordagem “seletiva” da privacidade. O sistema pode permitir que certos tipos de transação sejam executados sem registrar a identidade do pagador e do beneficiário.

Mais limpo e mais ecológico

Na quarta-feira, o BCE disse que os experimentos até agora mostram que a infraestrutura central do euro digital seria ecologicamente correta – usando energia “insignificante” em comparação com criptoativos como o bitcoin que, segundo Fabio Panetta, membro do conselho executivo do BCE, consome mais eletricidade do que Grécia ou Portugal.

O bitcoin atraiu muitas críticas pela grande quantidade de energia necessária para alimentar os computadores que executam cálculos complexos para a manutenção da rede.

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