BC mantém projeção de alta do PIB de 2026 em 1,6% e cita incerteza com guerra no Irã

BC ainda elevou estimativa de expansão do crédito e melhorou projeção de déficit em transações correntes em 2026

Equipe InfoMoney

Sede do Banco Central, em Brasília
22/03/2022 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Sede do Banco Central, em Brasília 22/03/2022 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

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BRASÍLIA, 26 ⁠Mar (Reuters) – O Banco ⁠Central manteve sua ‌projeção de crescimento econômico em ‌2026 em 1,6%, mesmo patamar de dezembro, conforme Relatório de Política ⁠Monetária ‌divulgado nesta ⁠quinta-feira, apontando incerteza mais elevada no cálculo.

“A projeção de crescimento ​do PIB para 2026 permanece em ​1,6%, mas está sujeita a maior incerteza diante dos ‌potenciais efeitos ​dos conflitos no Oriente Médio”, disse no ⁠documento.

O ​Ministério ​da Fazenda previu em ⁠novembro uma ​expansão de 2,3% para o ​PIB de 2026. Já o mercado, ​segundo ⁠a pesquisa Focus mais ⁠recente, estima que a economia crescerá 1,84% neste ano.

O BC ainda melhorou sua estimativa para o resultado das transações correntes neste ano, passando a ver um saldo negativo de US$58 bilhões, ante rombo de US$60 bilhões projetado em dezembro.

A autoridade monetária manteve em US$70 bilhões a perspectiva para os Investimentos Diretos no País (IDP) em 2026. Nas contas do BC, a balança comercial terá superávit de US$73 bilhões neste ano, ante estimativa de US$64 bilhões feita em dezembro.

A despesa líquida com viagens, por sua vez, foi estimada em US$14 bilhões, contra US$13 bilhões antes.

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O BC ainda prevê um crescimento do crédito no país de 9,0% este ano, ante estimativa de 8,6% feita em dezembro.

Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 9,5% em 2026, contra expectativa anterior de 9,0%. Para as empresas, a alta foi calculada em 8,2%, contra 7,9% previstos em dezembro.

Para o estoque de crédito livre, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e tomadores, o BC projeta agora uma expansão de 8,1% em 2026 (+7,8% antes). Para o crédito direcionado, que atende a parâmetros estabelecidos pelo governo, a perspectiva é de alta de 10,2% (+9,7% antes).

(com Reuters)