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BC e Fed: O que esperar das decisões de política monetária na última “super quarta” do ano

Nos EUA, expectativa é de manutenção dos juros; já no Brasil, Selic deve cair para sua mínima histórica, mas questão fica para os próximos encontros

(Montagem: Divulgação e Agência Brasil)
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SÃO PAULO – Como se tornou comum para os investidores, principalmente neste segundo semestre, ocorre nesta quarta-feira (11) mais uma “super quarta”, com as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.

Os investidores não esperam nenhuma grande surpresa em nenhum dos dois eventos. Mas nem por isso eles perdem sua importância, já que os comunicados e, no caso americano, ainda a coletiva do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, são muito importantes para as avaliações sobre os próximos passos que serão tomados sobre os juros nos dois países.

Com a bolsa ainda aberta, às 16h (horário de Brasília), sai a decisão do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), com a expectativa de manutenção dos juros nos EUA entre 1,5% e 1,75% ao ano após três cortes seguidos das taxas.

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A reunião dos dirigentes do Federal Reserve ganhou mais destaque nos últimos dias após o relatório de emprego na última sexta-feira receber uma leitura positiva dos mercados com dados muito acima do esperado. Diante disso, fica a expectativa sobre, caso seja confirmada a manutenção dos juros, se o banco central americano fechará a porta para um novo ciclo de cortes.

Em meio a isso, o discurso de Powell às 16h30 também deve ser acompanhado de perto já que ele responderá a perguntas de jornalistas e detalhará o comunicado divulgado antes, podendo trazer mais sinais sobre os próximos passos.

Selic na mínima histórica

Já no fim do dia, após o fechamento da B3, será a vez do Banco Central do Brasil anunciar sua decisão sobre a taxa básica de juros. É praticamente unânime no mercado a avaliação de que a Selic será reduzida em 0,5 ponto percentual, para 4,50% ao ano, seu menor valor na história.

As avaliações são de que mesmo com sinais de retomada da economia e com alta da inflação por conta do preço da carne, o Banco Central não deve alterar sua estratégia e seguir o plano de reduzir mais os juros.

A questão, porém, está para o que acontecerá daqui para frente. Analistas e investidores ainda não entraram em um consenso se teremos mais algum corte de juros no início de 2020 ou se este será o fim do atual ciclo de ajuste.

De acordo com levantamento feito pela XP Investimentos com 154 integrantes do mercado, os cenários mais indicados para cada reunião são de que, após o corte em 0,5 ponto percentual da Selic na decisão desta quarta, haverá um novo corte de 0,25 ponto em fevereiro, encerrando o fim do ciclo de reduções da taxa básica.

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Porém, para a primeira reunião do ano que vem, as opiniões registradas no levantamento são bem mais divididas: 54% acreditam no corte de 0,25 ponto, enquanto 42% esperam manutenção; para o encontro de hoje, 95% veem corte de 0,50 ponto.

Desta forma, será importante ver o comunicado, que costuma sofrer alterações no texto para sinalizar qual o pensamento dos integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o que deve acontecer nas próximas reuniões.

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