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BC destaca peso de riscos fiscais em decisão de alta de 0,75 ponto percentual da Selic

O BC elevou a Selic a 2,75% última quarta-feira, surpreendendo a maioria dos analistas de mercado que esperava um aperto menor, de 0,50 ponto percentual

Prédio do Banco Central em Brasília (Crédito: Shutterstock)

BRASÍLIA (Reuters) – A decisão do Banco Central de elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual na última semana e indicar outra alta do mesmo valor para maio levou em conta os riscos fiscais de curto prazo e preocupações com a desancoragem das expectativas para a inflação, mostrou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira.

A avaliação do Copom é que o cenário básico para a inflação, com forte crescimento nos últimos meses e piora das expectativas, já recomendaria o início de um processo de normalização “parcial” das taxas de juros.

Mas o colegiado frisou na ata que os riscos fiscais de curto prazo implicam um viés de alta para as projeções. “Essa assimetria no balanço de riscos afeta o grau apropriado de estímulo monetário, justificando trajetória com elevação inicial dos juros superior à suposta no cenário básico”, disse o Copom.

O BC elevou a Selic a 2,75% última quarta-feira, surpreendendo a maioria dos analistas de mercado que esperava um aperto menor, de 0,50 ponto percentual.

Na ata da reunião, os membros do Copom reiteraram considerar adequada uma nova alta de juros de 0,75 na próxima reunião, que acontece em maio, mas frisaram que essa visão pode ser revista em caso de uma mudança significativa nas projeções de inflação ou balanço de riscos.

“Em última instância a decisão continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, e das projeções e expectativas de inflação”, disse o Copom.

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