Barômetros Globais sobem pelo 3º mês seguido em setembro, diz FGV

Índice coincidente cresceu 3,4 pontos em setembro, para 90,3 pontos; indicador antecedente avançou 3,7 pontos, para 100,2 pontos

Estadão Conteúdo

(Crédito: Shutterstock)

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Os Barômetros Globais Coincidente e Antecedente da Economia avançaram em setembro, o terceiro mês seguido de alta, com melhora disseminada entre as regiões, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). “O Barômetro Coincidente acelera o ritmo de recuperação e o Barômetro Antecedente atinge a média histórica de 100 pontos”, ressaltou a FGV.

O Barômetro Econômico Global Coincidente cresceu 3,4 pontos em setembro, para 90,3 pontos. Já o Barômetro Econômico Global Antecedente avançou 3,7 pontos, para 100,2 pontos, nível mais alto desde outubro de 2021. Os resultados foram influenciados por avanços nas três regiões analisadas, com contribuição mais significativa da região da Ásia, Pacífico & África.

“O desempenho recente do Barômetro Global Coincidente pode ser avaliado sob duas dimensões. De um lado, mostra a resiliência do nível de atividades e do mercado de trabalho ao longo de todas as regiões. De outro, o nível do indicador no contexto histórico aponta para uma trajetória na qual uma acomodação do crescimento possui probabilidade significativamente maior que a de aceleração. O efeito dessa segunda dimensão sobre as expectativas em relação ao fim do ciclo de política monetária restritiva nos próximos meses pode ser considerado como grande responsável pelo avanço do Barômetro Global Antecedente”, avaliou Paulo Picchetti, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

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O Barômetro Coincidente reflete o estado atual da atividade econômica. O Barômetro Antecedente emite um sinal cíclico cerca de três a seis meses à frente dos desenvolvimentos econômicos reais. Os dois indicadores são produzidos pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV) em colaboração com o Instituto Econômico Suíço KOF da ETH Zurique.

No Barômetro Global Coincidente, a região da Ásia, Pacífico & África contribuiu com 2,2 pontos, seguida pelo Hemisfério Ocidental, com 0,9 ponto, e Europa, com 0,3 ponto.

“O indicador coincidente da Ásia, Pacífico & África ainda apresenta o maior nível entre as regiões embora o Hemisfério Ocidental acumule a maior alta no ano: 13,5 pontos”, apontou a FGV.

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No Barômetro Global Antecedente, a região da Ásia, Pacífico & África contribui com 1,6 ponto, enquanto a Europa impacta em 0,7 ponto, e o Hemisfério Ocidental, 1,4 ponto.

“O nível dos indicadores sugere uma maior disseminação da percepção de aceleração da taxa de crescimento nas principais regiões do planeta, com a Ásia, Pacífico & África e o Hemisfério Ocidental se aproximando do nível neutro dos 100 pontos”, ressaltou a FGV.