Arrecadação federal cresce 4,99% em março e bate recorde para o mês

No acumulado de janeiro a março, a arrecadação cresceu 4,58% acima da inflação em comparação com o primeiro trimestre de 2025, a R$ 777,117 bilhões

Reuters

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Moedas de reais - 
15/10/2010 (Foto: 
REUTERS/Bruno Domingos)
Moedas de reais - 15/10/2010 (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

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BRASÍLIA, 28 Abr (Reuters) – A arrecadação do governo federal teve alta real de 4,99% em março sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$229,249 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira, apontando impulso de uma atividade econômica resiliente, da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do bom desempenho das importações.

O resultado é o melhor para meses de março da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995.

No acumulado de janeiro a março, a arrecadação cresceu 4,58% acima da inflação em comparação com o primeiro trimestre de 2025, a R$777,117 bilhões, patamar também recorde para o período.

No mês de março, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 5,56% em termos reais frente a um ano antes, a R$223,531 bilhões.

Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo e caiu 13,52% no mês passado, a R$5,718 bilhões.

Teve papel importante no dado do mês uma alta de R$2,785 bilhões, equivalente a 50,1% na comparação com março de 2025, nos ganhos com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas elevadas pelo governo no ano passado.

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A Receita também destacou o desempenho do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado, que cresceram 30,7% em razão de um volume maior das importações e de elevação nas alíquotas médias.

O fisco também apontou alta real de 4,95% na arrecadação das contribuições previdenciárias por conta de um aumento real da massa salarial no país e da redução promovida pelo governo na desoneração da folha de setores da economia.