Aneel coloca dúvida sobre leilão de R$ 1 bi de passivos de GSF na sexta-feira

Durante discussão de um processo sobre o leilão nesta terça-feira, o diretor Fernando Mosna terminou por pedir vistas

Reuters

Projeto Riacho Grande (em construção) - Imagens aéreas - Fotos Visita LT Tronco Furnas -

Descrição sobre o Projeto Riacho Grande, em São Paulo, ABC.

 

O empreendimento contempla 44,6 km de linhas de transmissão subterrâneas de 345 kV, divididos em dois circuitos, 9 km de linha de transmissão aérea de 345 kV, e três subestações, sendo duas ampliações (Miguel Reale e Sul) e uma nova subestação compacta e abrigada com 800 MVA de potência localizada em São Caetano do Sul, ideal para centros urbanos. O projeto, arrematado no lote 7 do Leilão de Transmissão nº 01/20 realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tem o prazo máximo de entrega definido para março de 2026.

- R$ 1,1 bilhão de investimento (Capex Aneel);
- 44,6 km de linhas de transmissão subterrâneas, divididos em dois circuitos;
- 9 km de linha de transmissão aérea;
- 3 subestações (uma nova e duas ampliações);
- 800 MVA de potência;
- 2,2 mil empregos locais.
Projeto Riacho Grande (em construção) - Imagens aéreas - Fotos Visita LT Tronco Furnas - Descrição sobre o Projeto Riacho Grande, em São Paulo, ABC. O empreendimento contempla 44,6 km de linhas de transmissão subterrâneas de 345 kV, divididos em dois circuitos, 9 km de linha de transmissão aérea de 345 kV, e três subestações, sendo duas ampliações (Miguel Reale e Sul) e uma nova subestação compacta e abrigada com 800 MVA de potência localizada em São Caetano do Sul, ideal para centros urbanos. O projeto, arrematado no lote 7 do Leilão de Transmissão nº 01/20 realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tem o prazo máximo de entrega definido para março de 2026. - R$ 1,1 bilhão de investimento (Capex Aneel); - 44,6 km de linhas de transmissão subterrâneas, divididos em dois circuitos; - 9 km de linha de transmissão aérea; - 3 subestações (uma nova e duas ampliações); - 800 MVA de potência; - 2,2 mil empregos locais.

Publicidade

SÃO PAULO (Reuters) – Diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) levantaram dúvidas nesta terça-feira sobre um parâmetro-chave para a realização do leilão marcado para sexta-feira para solucionar o passivo de R$1 bilhão relacionado ao risco hidrológico (GSF) no mercado de curto prazo de energia.


Durante discussão de um processo sobre o leilão nesta terça-feira, o diretor Fernando Mosna terminou por pedir vistas, após sugerir que a Aneel pedisse ao governo a suspensão do leilão.


Para o diretor, há incerteza sobre a taxa de desconto (WACC) a ser utilizada futuramente pela Aneel para calcular a extensão das outorgas de usinas hidrelétricas vencedoras do certame.

Oportunidade com segurança!


Segundo Mosna, conforme comandos do Ministério de Minas e Energia, há duas possibilidades de WACC: 9,63%, seguindo a taxa aplicada em casos semelhantes, ou 10,94%, de acordo com portaria específica editada pelo governo para o leilão.


A incerteza sobre o parâmetro é relevante, uma vez que impacta diretamente o benefício que os vencedores do certame terão ao adquirir os títulos de dívidas do GSF, reconheceram os diretores da Aneel.


Não ficou imediatamente claro como isso pode impactar o cronograma do certame.

Continua depois da publicidade


Marcado para esta sexta-feira, o leilão irá negociar títulos de dívidas do GSF no mercado de curto prazo de energia, que hoje registra cerca de R$1 bilhão em valores não pagos, principalmente por pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), em função de uma antiga judicialização do setor.


Grandes empreendedores hidrelétricos poderão comprar esses títulos para quitá-los e, em troca, terão direito a estender a validade de suas concessões de geração por até sete anos.


Embora a Aneel não seja a responsável pela concorrência –que está sob organização da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) –, o regulador tem um papel relevante ao fim do processo, já que fará o cálculo da extensão das outorgas de hidrelétricas.


Segundo analistas do setor elétrico, o leilão era visto como uma importante oportunidade para grandes elétricas com concessões de usinas vencendo nos próximos anos, como Auren, Cemig e Engie.