Pressões continuam

América Latina manteve forte recuperação econômica, mas desafios devem pesar, diz FMI

Como em outros lugares, as pressões de preços na região provavelmente permanecerão altas por algum tempo, informa o Fundo

Por  Estadão Conteúdo -

A América Latina manteve sua forte recuperação no início de 2022, muito embora o enfraquecimento da atividade econômica e a inflação persistente sejam desafios. A análise é do Fundo Monetário Internacional (FMI), em publicação no blog da entidade, divulgada nesta quarta-feira.

As economias da América Latina e do Caribe continuaram sua forte recuperação pós-pandemia, mas há sinais de mudanças, à medida que as condições financeiras globais são adversas, os preços das commodities revertem tendência de alta e a inflação persiste.

A reabertura de setores intensivos, especialmente hotelaria e viagens, uma demanda reprimida e financiamento externo favorável ajudaram para a melhora da economia no primeiro semestre, informa o FMI. O setor de serviços, aliás, recuperou o ritmo e o emprego em níveis pré-pandemia. No setor, o crescimento anual atingiu 2,8% no primeiro trimestre, em comparação a uma média de 1,7% nos anos anteriores à pandemia. E os indicadores apontam para um impulso continuado no segundo trimestre.

Para o Fundo, o Produto Interno Bruto (PIB) da região da América Latina e Caribe deve crescer 3% este ano, um aumento em relação à previsão anterior feita em abril, de 2,5%.

No entanto, a região enfrenta desafios significativos, o que inclui o aperto financeiro global, menor crescimento da economia mundial, inflação persistente e crescentes tensões sociais em meio crescente insegurança alimentar e energética. Esses fatores conjugados contribuem para o rebaixamento do crescimento para 2,0% em 2023, 0,5 ponto porcentual abaixo do previsto em abril.

Como em outros lugares, as pressões de preços na região provavelmente permanecerão altas por algum tempo, informa o FMI. As previsões são de inflação de 12,1% e 8,7% para 2022 e 2023, respectivamente, as maiores taxas dos últimos 25 anos. Isso significa que se espera que a inflação exceda o limite superior da meta dos bancos centrais em cerca de 400 pontos-base, em média, nas cinco maiores economias da América Latina (Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru) até o final deste ano. E ficar fora da meta em alguns países nos próximos anos.

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