"Segurança energética ameaçada"

Agência Internacional de Energia (AIE) liberará 60 milhões de barris de petróleo para garantir oferta

Segundo entidade, liberação dos barris corresponde a cerca de 4% de toda a reserva dos países que compõem o grupo, de 1,5 bilhão de barris

Por  Estadão Conteúdo -

Os 31 Estados-membros do Conselho da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram com a liberação de 60 milhões de barris de petróleo de suas reservas emergenciais ao mercado, de forma a “enviar uma mensagem unificada e forte aos mercados globais de que não haverá déficit de suprimento como resultado da invasão da Ucrânia pela Rússia”, informou nesta terça-feira a entidade em comunicado.

De acordo com a AIE, a liberação dos barris corresponde a cerca de 4% de toda a reserva dos países que compõem o grupo – de 1,5 bilhão de barris – e deve ser lançado ao mercado a um ritmo de cerca de 2 milhões de barris por dia (bpd) por 30 dias.

A decisão desta terça foi tomada após reunião presidida pela secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm.

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O documento ressalta que a agressão russa ao território ucraniano ocorre em um momento em que o mercado de petróleo já se encontra apertado e altamente volátil, com estoques comerciais em seus menores níveis desde 2014 e uma capacidade limitada de produtores de aumentarem a oferta.

“A situação nos mercados de energia é muito grave e exige toda a nossa atenção. A segurança energética global está ameaçada, colocando a economia mundial em risco durante um estágio frágil da recuperação”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.

A AIE ainda destacou que a Europa precisa reduzir sua dependência do suprimento energético russo e buscar outros fornecedores, e por isso a Agência vai divulgar na próxima quinta-feira um plano com 10 pontos que a Europa pode adotar para mitigar este problema até o inverno do ano que vem.

Segundo o comunicado, as autoridades presentes na reunião entenderam que a Rússia não pode usar seu fornecimento de energia “como meio de coerção política ou ameaça à segurança nacional e internacional”.

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