Acordo com China prevê autoembargo brasileiro em caso de Newcastle, diz ABPA

De janeiro a setembro, a China respondeu por cerca de 10% das exportações brasileiras de carne ⁠de frango, ​ou 420 mil ​toneladas, segundo dados do governo brasileiro

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SÃO PAULO, ⁠19 Out (Reuters) – Um acordo assinado ⁠com a China prevê que as ‌exportações de carnes de aves brasileiras sejam suspensas no caso da ocorrência de Doença de ‌Newcastle, como a confirmada em uma granja de perus em Santa Catarina no domingo, disse o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, nesta segunda-feira.

Em entrevista ⁠à ‌Reuters, ele afirmou que o chamado ‘autoembargo’ das ⁠exportações faz parte do acordo com o maior mercado importador de carne de frango do Brasil, o principal exportador global desse produto.

A partir daí, a China costuma ​definir como fica o embargo, se restrito apenas à região ou ao Estado ​atingido pelo foco da doença, explicou Santin.

‘Alguns países, como a China, se tiver uma dessas doenças (Newcastle ou gripe aviária), o Brasil precisa suspender as exportações, para ela ‌definir como vai ficar a ​regionalização (do embargo)’, disse.

De janeiro a setembro, a China respondeu por cerca de 10% das exportações brasileiras de carne ⁠de frango, ​ou 420 mil ​toneladas, segundo dados do governo brasileiro.

O presidente da ABPA ⁠disse que poucos países ​têm esse acordo de ‘autoembargo’, enquanto a maioria dos importadores deve embargar a carne da área do ​foco, restrita a um raio de 10 quilômetros.

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Um embargo restrito ao local ​do foco atenuaria ⁠as perdas, já que Santa Catarina responde por pouco mais ⁠de 20% das exportações brasileiras de carne de frango.

Santin disse que, neste momento, é difícil fazer uma projeção de prejuízos decorrentes do foco de Doença de Newcastle.