Dia de Copom

À espera de corte de 0,25 ponto da taxa Selic hoje, mercado reduz projeção para IPCA em 2020

Expectativas fazem parte de levantamento feito pela XP com gestores de fundos macro

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SÃO PAULO – A primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve dar continuidade ao ciclo de corte de juros iniciado em outubro de 2016 e retomado em julho de 2019, porém com uma redução menos agressiva que as anteriores.

O mercado financeiro conta com uma redução de 0,25 ponto percentual da taxa Selic nesta quarta-feira, de 4,50% para 4,25% ao ano, patamar no qual os juros básicos devem estacionar até o fim do ano.

A projeção faz parte de levantamento feito pela XP com gestores de fundos macro, dos quais apenas duas de 32 casas responderam que esperam a manutenção da Selic nesta reunião do Copom. Para dezembro, as expectativas para os juros básicos variam de 3% a 5,25%.

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A pesquisa ainda revela que o mercado reduziu a previsão para a inflação de 2020, com expectativa mediana de alta de 3,30% do IPCA, ante o avanço de 3,60% projetado em dezembro.

O otimismo com o desempenho da economia brasileira em 2020 também sofreu um leve ajuste para baixo, com os gestores projetando um crescimento de 2,40% do Produto Interno Bruno (PIB) neste ano, ante previsão mediana anterior de 2,50%.

No mercado de câmbio, as projeções para a trajetória do dólar seguiram estáveis, com uma expectativa de cotação levemente ajustada de R$ 4,15 para R$ 4,18 no fim deste ano.

Participaram do levantamento Ace Capital, ARX, AZ Quest, Bahia Asset, Blue Line, BTG Pactual, Canvas, Claritas, Gap Asset, Garde, Ibiúna, JGP, Kairós, Kinea, Legacy, Macro Capital, Mauá Capital, MZK, Novus, Occam, Opportunity, Pacífico, Paineiras, Perservera, Porto Seguro, Sagmo, SulAmérica, Truxt, Vinci Partners, Vinland, Vintage e XP Asset. A pesquisa foi respondida nos dias 3 e 4 de fevereiro.

Questionados sobre o posicionamento de seus fundos no mercado brasileiro, a maior parte dos gestores respondeu que segue com posição comprada em Bolsa. No mercado de juros, há maior preferência pelos títulos atrelados à inflação, enquanto, no câmbio, a XP aponta para opiniões menos consensuais, com os gestores priorizando operações táticas de forma geral.

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