Whey, azeite e mais: veja 5 produtos que deixaram prateleiras por ordem da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária atuou diversas vezes este ano para manter a integridade de diversos produtos; relembre alguns deles

Victória Anhesini

(Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária/Divulgação)
(Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária/Divulgação)

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Nos últimos meses, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem intensificando a fiscalização sobre alimentos e bebidas, o que levou ao recolhimento e à proibição de vários produtos, como ocorreu recentemente com o recolhimento do vinagre de maçã da marca Castelo e os itens de limpeza da Ypê, que também foram recolhidos na mesma semana.

As investigações da Anvisa alcançaram suplementos alimentares, azeites e cafés e até mesmo medicações, com o mesmo objetivo de proteger o consumidor de riscos sanitários e garantir que o que está no rótulo corresponda ao que há dentro da embalagem.

De contaminações bacterianas a erros de rotulagem, os casos mostram como a vigilância sanitária vem atuando contra qualquer irregularidade que possa afetar a saúde pública. Relembre alguns dos itens que foram suspensos e recolhidos pela agência em 2025.

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Whey Protein da Piracanjuba

O Whey Protein sabor chocolate da marca Piracanjuba teve o lote 23224 suspenso em junho de 2025, após análise laboratorial detectar a presença da bactéria Staphylococcus aureus em quantidade superior à permitida pela legislação.

Essa bactéria é capaz de produzir toxinas que causam intoxicação alimentar, resultando em sintomas como náuseas, vômitos e diarreia. O laudo que motivou o recolhimento foi emitido por um laboratório público de referência.

Em resposta, a empresa afirmou possuir um laudo próprio que comprova a conformidade do produto, emitido por laboratórios credenciados pela própria Anvisa. A Piracanjuba informou ainda que está tomando medidas administrativas e técnicas para esclarecer o caso e evitar novas contestações sobre a segurança de seus suplementos.

Sorvetes e picolés da marca AICE

Em julho, a Anvisa determinou a retirada do mercado de diversos sorvetes e picolés da marca AICE, importados pela empresa New Arrival Importação & Exportação. A decisão ocorreu após fiscais identificarem omissão de ingredientes alergênicos nos rótulos, como o corante tartrazina e o amendoim, substâncias que podem provocar reações graves em pessoas sensíveis. Entre os produtos afetados estão os sabores Juju Apple, Frutyroll, Nanas e Berry Chocomax.

Segundo a agência, a falha na rotulagem representa um risco direto à saúde, especialmente entre o público infantil. A empresa foi obrigada a recolher todos os lotes em circulação e a agência determinou que os produtos poderiam voltar ser comercializados após a correção nas embalagens.

Polpa de fruta, champignon e molho de alho

Três produtos de marcas diferentes também entraram na lista de recolhimentos da Anvisa no mesmo período, também em julho deste ano: a polpa de morango De Marchi, o champignon Imperador e o molho de alho Qualitá.

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Nos dois últimos casos, análises constataram a presença de dióxido de enxofre acima do limite permitido, substância usada como conservante, mas que pode causar irritações e reações alérgicas. A polpa, por sua vez, apresentou resultado insatisfatório em testes de matérias estranhas.

“Cafés fake”

Outro caso de junho de 2025 envolveu algo muito presente nas mesas de café da manhã dos brasileiros: bebidas que se passavam por café das marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial. A Anvisa identificou nas amostras a presença de ocratoxina A, uma substância tóxica com potencial cancerígeno e proibida acima de determinados níveis. As embalagens indicavam ingredientes como “polpa de café” e “café torrado e moído”, mas as análises mostraram que a mistura continha grãos crus, resíduos e impurezas.

Na época, as irregularidades já haviam sido constatadas pelo Ministério da Agricultura, que classificou os produtos como resultado de uma produção precária, feita com sobras da lavoura. A Anvisa determinou a proibição da fabricação, distribuição e propaganda dessas bebidas. A medida reforçou a necessidade de rastrear a origem de insumos utilizados em produtos que imitam alimentos tradicionais.

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Azeites

Os azeites Almazara e Escarpas das Oliveiras também foram proibidos de circular no mercado brasileiro. A investigação revelou que a empresa responsável pelo envase, a Oriente Mercantil Importação e Exportação, teve o CNPJ extinto, o que impede a identificação da origem e da composição dos produtos. Sem rastreabilidade, o consumo é considerado inseguro.

Essa decisão veio após outra ação semelhante, que suspendeu os azeites das marcas Alonso e Quintas D’Oliveira por apresentarem irregularidades sanitárias e falta de comprovação de origem.