Votação de para liberar o Uber é adiada; entenda o projeto

Vereadores preferiram discutir a ocupação do plenário da Assembleia Legislativa por estudantes secundaristas

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SÃO PAULO – Pela terceira vez, vereadores de São Paulo adiaram nesta quarta-feira a votação que poderia liberar e regularizar aplicativos de caronas na cidade. A informação é do G1. 

Caso seja aprovada em outra sessão, a regulação garantiria que essas companhias paguem taxas anuais ou mensais de funcionamento. Os motoristas, por sua vez, serão obrigados a comprar créditos que permitem o uso da via. Esses créditos variam de acordo com horário e movimento das ruas utilizadas – vias mais centrais custarão mais caro do que pariferias, por exemplo.

A ideia do modelo é que a Prefeitura tenha maior controle sobre o uso do viário urbano por esses profissionais – sabendo quantos créditos foram comprados, a administração pública terá informações sobre os locais em que esses veículos estão rodando. 

Até agora, mesmo sem autorização de funcionamento pela Prefeitura, os motoristas de Uber em São Paulo estão liberados por uma determinação da Justiça a circular livremente, ou seja, agentes da Prefeitura não podem prendê-los ou multa-los. Então, na prática, a legislação passaria a ser uma “dificuldade” e deverá aumentar as tarifas do aplicativo na cidade. 

O projeto sofre pressões de líderes partidários e taxistas, e vem sendo adiado há várias sessões. 

Protestos dos taxistas

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Com a iminência da votação, um grupo de taxistas realizou nesta quarta um protesto em frente à sede da Câmara, na tentativa de impedir a regulamentação do aplicativo que consideram uma ameaça à classe. Mesmo com a probabilidade de que aumentem os preços do Uber, os motoristas de taxi em sua maioria continuam preferindo que a existência dos aplicativos seja ilegal.

Mas este não foi o motivo do adiamento nesta quarta: dessa vez, os vereadores preferiram discutir a ocupação do plenário da Assembleia Legislativa por estudantes secundaristas da rede pública.

O Uber, por sua vez, continua afirmando que não existe para competir com táxis, mas sim com carros particulares. Para a gerente de comunicação da companhia, Letícia Mazon, que conversou com o InfoMoney no mês passado, a regulamentação é positiva e “faz sentido”, já que os carros dos parceiros fazem uso da via para monetizar.


Analista de conteúdo da Rico Investimentos, ex-editora de finanças do InfoMoney