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16 de junho (Bloomberg) – O acordo do Vodafone Group Plc para comprar a Cobra Automotive Technologies SpA marcou a primeira incursão da empresa de telefonia celular na área de software automotivo, pois cada vez mais carros estão conectados à internet.
Hoje, a Vodafone disse que decidiu com os principais acionistas da Cobra, com sede em Varese, Itália, a compra de sua participação combinada de 74 por cento e fez uma oferta para adquirir o restante. A Cobra e suas unidades têm entre seus clientes a Renault SA, a Toyota Motor Corp. e a Ferrari SpA, além de seguradoras que, por exemplo, são notificadas automaticamente através de sensores se uma batida acontecer.
Montadoras, empresas de telefonia e fabricantes de software estão tentando conquistar mais negócios ao adicionar o acesso à internet e a automação a carros e outros dispositivos conectados, como máquinas de venda automática. No mês passado, a Google Inc. mostrou como as linhas divisórias entre as três indústrias estão se esfumando ao apresentar seu próprio projeto para um veículo sem motorista.
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“Vodafone está tentando unificar mais suas soluções empresariais”, disse Guy Peddy, analista do Macquarie Bank Ltd. em Londres, com nota neutra para as ações da operadora. “Se eu estiver relacionando um cartão SIM genérico com uma montadora, eu deveria tentar obter uma parte maior da cadeia de valor ao fornecer também o software”.
Combate ao sequestro de carros
Em março, o Vodafone ganhou uma oferta para fornecer cartões SIM – os pequenos chips de plástico em dispositivos conectados que contêm os dados dos assinantes – à Volkswagen AG e à sua unidade de luxo, a Audi. A companhia tem um acordo similar com a Bayerische Motoren Werke AG.
O acordo de hoje permitirá que o Vodafone ofereça às montadoras uma combinação de conectividade e aplicativos e tenha chances melhores de ganhar mais contratos, segundo o porta-voz Simon Gordon. O Vodafone também poderia empregar a tecnologia de rastreamento da Cobra, utilizada para localizar carros roubados, na gestão de frotas e na distribuição de bens sem marca, disse ele.
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Em uma manobra similar, a Verizon Communications Inc. adquiriu a Hughes Telematics Inc. em 2012, por US$ 612 milhões.
O Vodafone poderia acabar avançando para outros campos além da transmissão de ligações e dados ao adquirir fabricantes de hardware, como sensores, disse Gordon, que acrescentou que nenhuma medida deste tipo é iminente.
O Vodafone também decidiu com alguns acionistas da unidade de telemática da Cobra que compraria a posse deles, de 20 por cento, caso a oferta pela matriz tenha sucesso. A dívida líquida da Cobra, que começou a operar na Bolsa de Milão em 2006, era de 48 milhões de euros em 31 de março.
O Vodafone é a segunda maior operadora de telefonia celular do mundo, atrás somente da China Mobile Ltd. em número de clientes.