Visa aposta nos cartões de débito para crescer em 2003

Vendas com cartões de débito cresceram três vezes mais que a dos cartões de crédito em 2002; débito já responde por 30% das transações

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SÃO PAULO – Apostando no crescimento do setor de cartões de débito no país, a Visanet – empresa que faz a captura eletrônica das vendas dos cartões Visa – pretende manter a tendência de crescimento registrada nos últimos anos.

Cartões de débito cresceram mais

No ano passado, a empresa registrou um faturamento de R$ 42 bilhões, o que representou um crescimento de 28,4% em relação ao faturamento de 2001. No total foram 800 milhões de transações, das quais 70% no cartão de crédito e o restante no cartão de débito.

Apesar da menor participação dos cartões de débito no volume de transações da empresa, o segmento registrou uma taxa de crescimento no volume de transações bem maior (67,6%) do que aquela registrada pelos cartões de crédito (25%).

Segundo projeções da própria empresa, a intenção é fechar o ano de 2003 com um faturamento da ordem de R$ 50,8 bilhões, o que equivale a um crescimento de 21% em relação ao faturamento registrado no ano passado.

Novos mercados

Atualmente a empresa conta com cerca de 380 mil estabelecimentos credenciados, e a expectativa é que este número cresça em cerca de 20% durante o ano de 2003. Além disto, como lembra o diretor-executivo de Marketing e Produtos da Visanet, Walter Rabello, a empresa pretende expandir suas atividades para novos segmentos da população, tanto no que se refere aos cartões de débito quanto nos de crédito.

Desta forma, a empresa já possui uma estratégia de atuação que prevê uma maior presença na periferia dos grandes centros urbanos, assim como nas cidades do interior. Também está prevista a presença em outros pontos alternativos, como por exemplo, barracas de praia, táxis, estacionamentos e redes de fast-food.

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Apostando no débito

Não foi apenas o volume de transações com cartão de débito que cresceu forte no ano passado, o volume de vendas também aumentou, ainda que em menor intensidade (60,1%) para um faturamento de R$ 9,8 bilhões.

Para Rabello, este mercado ainda é bastante incipiente no país, o que deve garantir uma taxa de crescimento bastante atrativa nos próximos anos, permitindo que os cartões de débito ganhem participação em relação aos outros meios de pagamento.

Ilustrando esta afirmação, o executivo lembra que o faturamento dos cartões de crédito no ano passado cresceu 21%, quase três vezes menos do que o crescimento dos cartões de débito. Apesar do número de cartões de débito em circulação ser bem maior do que os de cartão de crédito, seu uso como meio de pagamento ainda é limitado, o que deve mudar nos próximos anos com o aumento do uso destes cartões em substituição ao cheque, por exemplo.