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SÃO PAULO – Em época em que os atrasos e adiamentos dos vôos deixaram de ser exceções e passaram a fazer parte da rotina dos aeroportos, viajar por terra pode ser uma boa opção – tanto na questão do tempo, quanto na questão do dinheiro – para quem quer viajar.
Em entrevista à Agência Brasil, o diretor da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi Júnior, afirmou que as medidas tomadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para melhorar o setor não devem melhorar a situação do turismo – a procura por pacotes turísticos de avião pelo Brasil caiu em 25% – em pouco tempo. Para ele, as coisas só vão se normalizar no próximo ano.
Com isso, as viagens terrestres começam a cair no gosto dos turistas. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que, após o acidente com o avião da TAM, houve aumento de 20% na procura por viagens terrestres no trecho Rio-São Paulo. A Polícia Rodoviária Federal indicou que neste mês de julho o fluxo de carros nas principais rodovias do Sudeste cresceu 40%.
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Por céu ou por terra?
Algumas simulações realizadas desde que a crise aérea se instaurou no Brasil – há cerca de 10 meses – mostraram que, em razão dos imensos atrasos nos vôos, é possível demorar menos tempo de carro ou ônibus para chegar a um determinado destino, do que viajar de avião pelo mesmo trajeto.
Além de ajudar a economizar tempo, as viagens terrestres podem também ajudar a economizar dinheiro – o que tem incentivado ainda mais os brasileiros a trocarem o avião pelo ônibus ou pelo próprio veículo. Veja:
* Preços da agência de viagens CVC
**Cálculo baseado em carro 1.0, que faz 13 quilômetros por litro, com a gasolina a R$ 2,50, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo
A Infomoney não se responsabiliza por alteração nos preços divulgados