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SÃO PAULO – A frustração com o pequeno aumento do salário mínimo foi generalizada. Não convencido com o insignificante reajuste, o relator do novo salário mínimo, o deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), defende um aumento de pelo menos R$ 15 além dos 260 e aponta algumas fontes, além da arrecadação extra para a concretização do salário de R$ 275.
Aumento se pauta em mudanças de prioridades
Com base no remanejamento de recursos no orçamento que não estariam bem empregados, o deputado revela o excesso de arrecadação e a diminuição do PIB no ano passado, que libera R$ 700 milhões do superávit primário, um dinheiro que poderia ser aproveitado para o aumento pretendido. Além disso, para ele, pode-se mudar também a prioridade de investimento na reforma agrária. “Foram liberados R$ 1,7 bilhão adicionais, podemos pegar uma parte disso porque o salário mínimo é tão ou mais prioritário que a reforma agrária”, completou Maia.
Em contrapartida, o ministro do Planejamento, Guido Mantega, assegura que o Governo concedeu o maior aumento possível. “Com a turbulência do mercado internacional, não poderíamos esquecer da responsabilidade orçamentária. Tivemos que ter um olho no rendimento dos assalariados e outro na questão fiscal e orçamentária”, explicou.
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Para o governo reajuste maior foi inviável
O ministro do Planejamento admitiu que R$ 260 não é o salário ideal, mas ressaltou que esse é o maior piso nacional desde 1995. Ele explicou aos parlamentares que, para dar um reajuste maior, o Governo teria duas opções: aumentar impostos ou reduzir investimentos, que não fazem parte do programa do governo Lula.
Sobre a promessa de campanha do presidente de dobrar o valor do salário mínimo em quatro anos, Guido Mantega afirmou que não é apenas uma promessa, mas um desejo do presidente de recuperar o poder de compra do mínimo ao longo dos anos. O momento agora, segundo o ministro, é de investir na infra-estrutura do País e no emprego. “Preferimos criar mais empregos, o que beneficia os próprios trabalhadores que ganham salário mínimo. Se você perder o emprego, não ganha nem o salário mínimo”, disse.
Vale destacar que no que se refere ao aumento maior do salário-família, Mantega justificou que de acordo com o Governo, esse benefício atinge pessoas mais necessitadas e tem impacto menor nas contas da Previdência.