Vendas no comércio paulista recuam 10,6% em setembro, aponta ACSP

Frente a igual período em 2004 houve aumento de 4,3% nas vendas a prazo, e queda de de 2,5% nas negociações à vista

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SÃO PAULO – As vendas no comércio varejista da cidade de São Paulo vêm perdendo fôlego, segundo dados divulgados pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) nesta segunda-feira (03) com base no balanço de setembro.

As consultas feitas junto ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), que servem como termômetro das compras a prazo, cresceram 4,3% na comparação com setembro de 2004. Já as consultas ao UseCheque, que refletem as aquisições à vista, diminuíram 2,5%.

Em relação ao mês de agosto, as checagens tanto do SCPC (compra em crediário) quanto do UseCheque (compra à vista) caíram iguais 10,6%.

Culpa dos juros

Para o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, a desaceleração de setembro observada nas consultas ao SCPC se deve às altas taxas de juros. Ele completa dizendo a grande oferta de financiamento contribuiu para que o resultado não fosse pior em setembro.

“A economia apresenta condições que permitem ao Banco Central reduzir de forma mais intensa a Selic até o final do ano. A inflação vem caindo, o nível de atividades mostra sinais de desaceleração e não há problemas de oferta ou pressão de demanda”.

Domingos acredita que a queda nos juros melhore o desempenho do varejo tanto neste final de ano como também em 2006. A medida também reduzirá a valorização do real e os custos da dívida pública.

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No que se refere ao UseCheque, o presidente da ACSP atribui a queda nas consultas às baixas temperaturas de setembro, que teriam antecipado a oferta de produtos da moda primavera-verão por parte do comércio de confecções. “A forte redução observada nas consultas em relação ao mês de agosto deve-se à diferença de dois dias úteis a menos em setembro”, conclui.

Inadimplência

Já o cadastro de inadimplentes do SCPC teve aumento de inclusões da ordem de 11,1%, ao passo que as exclusões, ou seja, as pessoas que limparam seus nomes, foram 9% maiores que as de setembro do ano passado. Frente a agosto, as respectivas variações foram de 1,1% e 2,2%.

A respeito da inadimplência apenas do cheque, o levantamento mostra queda de 16,8% no total de inclusões de documentos sem fundos no confronto com setembro de 2004. Já as exclusões cresceram num ritmo menor, 11,8%. Finalmente, na análise mensal, enquanto as inclusões aumentaram 1,3%, houve queda de 11,4% nas exclusões.