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SÃO PAULO – Dados divulgados pela Pró-Genérico, entidade que reúne os principais laboratórios farmacêuticos do país, apontaram para um incremento nas vendas dos medicamentos genéricos em março em algo em torno de 41,3% frente a igual período registrado no ano passado, atingindo a comercialização de US$ 224,2 milhões em medicamentos no período.
No mercado total de medicamentos, os resultados não foram positivos. De acordo com os dados da pesquisa da Pró-Genérico, no mesmo período analisado entre os meses de março de 2002 e 2003, houve uma queda da ordem de 11%.
Produção aumentou 65,3%
No que se refere ao número de unidades produzidas, os medicamentos genéricos apresentaram resultados expressivos, já que os mesmos cresceram 65,3% no mês de março em relação ao mesmo mês em 2002. Já os remédios de referência, ou de marca, tiveram sua produção reduzida em 9%. No total, o mercado de medicamentos cresceu 1,6% em volume de produção.
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Desde que foram lançados no mercado, há três anos, os genéricos já detêm em torno de 7,3% da participação nas vendas da indústria de medicamentos. Os dados fazem parte do último levantamento realizado pelo setor no mês de abril.
Um dado interessante revelado pela pesquisa diz respeito à origem de capital do mercado de genéricos. Cerca de 74,6% das vendas de genéricos está em poder de empresas brasileiras. Em seguida, aparecem países como Índia (10,3%), Alemanha (4,7%), Suíça (4,6%), EUA (3,8%) e Canadá (2%).
Falta divulgação por parte dos médicos
O sucesso dos medicamentos genéricos se deve, sobretudo, ao seu preço, cerca de 40% mais baratos em relação aos remédios em que se baseiam, os chamados medicamentos de referência. Apesar de passarem por rigorosos testes de bioequivalência, ainda há quem duvide da eficácia desses medicamentos.
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Prova disso é o estudo recente realizado pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) que revelou que uma parcela considerável dos médicos (30%) ainda reluta em prescrever os genéricos para seus pacientes, mesmo levando-se em consideração que a grande maioria (86%) desses aprova a eficácia do produto.