Vendas de genéricos cresceram 78% em 2002

A alta da inflação e consequente perda de poder aquisitivo levou um aumento da procura por genéricos, que custam em média 40% a menos que os de marca

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SÃO PAULO – Segundo dados publicados pela Associação Pró-Genéricos, as vendas de medicamentos genéricos no Brasil cresceram 78% no ano de 2002, movimentando o equivalente a US$ 225 milhões neste período.

O estudo levou em conta os números fornecidos por todos os laboratórios que fazem parte da parte da Pró-Genéricos: Abbott, Biosintética, Cinfa, Cristália, Ducto, EMS Sigma Farma, Eurofarma, Falcon, Hexal, Luper, Medley, Merck, NeoQuímica, Novartis, Ranbaxy, Ratiopharm, Sanval, Teuto e União Química. No momento existem 37 empresas autorizadas a fabricar remédios genéricos no país.

Preço é maior atrativo

O bom desempenho das vendas dos medicamentos genéricos se deve à sua maior disseminação entre a população de menor poder aquisitivo.

Além disto, com a alta dos preços e perda de poder aquisitivo da população como um todo a procura por genéricos aumentou, visto que pela legislação custam pelo menos 40% a menos do que os remédios de marca.

Participação dos genéricos chega a 7%

Desde que foram legalizados no país em 1999, a participação dos medicamentos genéricos tem crescido. Em 2002, a venda de genéricos respondeu por 7% do faturamento do mercado de medicamentos, sendo que o desempenho das vendas foi beneficiado, sobretudo, pelo aumento das compras do Ministério da Saúde, maior comprador de genéricos do país.

As perspectivas para o setor são otimistas, e espera-se um aumento da participação dos medicamentos genéricos. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou a causa e deve apoiar o setor. Além disto, o setor deve se beneficiar pelo fim de mais patentes o que permitiria aumentar a gama de produtos genéricos fabricados no país.

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