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SÃO PAULO – O Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgou os resultados preliminares sobre as vendas ao varejo na primeira quinzena de janeiro. Os dados são comparados com o mesmo período de 2001. De acordo com a Instituição, as vendas à vista no período pesquisado apresentaram crescimento significativo.
Os dados mostram que as vendas no varejo estão se recuperando, depois de terem registrado fortes quedas em setembro e em outubro em virtude dos ataques terroristas nos EUA. A pesquisa é feita através do acompanhamento do número de consultas ao UseCheque e ao SCPC (Serviço de Consuta e Proteção ao Crédito). Através do UseCheque é possível determinar o número de vendas à vista e com cheques pré-datados, enquanto no SCPC é usado para se estimar o volume de vendas à prazo.
Liquidações e promoções contribuíram para o bom desempenho
O UseCheque registrou na primeira quinzena de janeiro, um crescimento de 12,3% no número de consultas ao serviço frente ao mesmo período de 2001, o que pode ser atribuído as boas vendas de artigos de vestuário, calçados e artigos de verão no período pesquisado. Essas vendas foram impulsionadas principalmente pelas promoções e liquidações realizadas pelos varejistas, depois das festas de final de ano. Além disso, o aumento do número de consultas também pode ser atribuído as melhorias técnicas no UseCheque, que passou a centralizar os dados através de uma Rede Integrada de Proteção ao Crédito (RIPC).
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Já as consultas ao SCPC registraram queda de 3,2%. Embora os dados referentes às consultas a prazo indiquem queda, o resultado é animador visto que em setembro o mesmo índice havia registrado queda de 8,4%. Em outubro (-6,8%) e em Novembro (-4,7%) foi possível observar uma tendência de desaceleração, demonstrando que o pior já passou e as vendas podem ser retomadas.
Dados referentes a inadimplência são animadores
Apesar dos resultados da pesquisa serem preliminares e referentes a primeira quinzena de janeiro, os dados sobre inadimplência são positivos. Os registros de nomes no SCPC apresentaram retração de 5,4% ante o mesmo período de 2001. Enquanto o número de registros cancelados apresentou crescimento de 7,7%. A quantidade de nomes enviados ao SCPC registrou redução em virtude da estagnação da renda dos consumidores que optaram por não comprar a prazo. Já o aumento no número de pedidos cancelados ao SCPC pode ser atribuído a utilização de parte do 13º e do dinheiro das férias dos consumidores para o pagamento das dívidas. Em contrapartida, os dados referentes a falências e concordatas são baixos e não provocam preocupação no momento.