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SÃO PAULO – No mês de janeiro, foram vendidos 268.243 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, resultado 23% menor que o do mês de dezembro, quando foram vendidas 348.386 unidades.
De acordo com o economista especializado em varejo automotivo, Ayrton Fontes, o resultado indica forte tendência de desaceleração. “A queda verificada, comparada a dezembro, é um forte indicador de que devemos ter em fevereiro uma continuidade da desaceleração já prevista”, afirma.
Segundo Fontes, os bancos estão cada vez mais dificultando os financiamentos. “De cada 10 fichas analisadas, apenas três são aprovadas”, comenta.
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O economista também acrescenta que a inadimplência também deve refletir os resultados deste mês. “O nível de inadimplência nos financiamentos de veículos dobrou no último ano. Em janeiro de 2011, era 2,5% e, em janeiro deste ano, 5%”, completa.
Também há a possibilidade da desaceleração das vendas diretas a frotistas, que em janeiro foi maior que 10%.
Outro motivo que deve contribuir para a desaceleração do setor, segundo Fontes, é o esgotamento do poder de compra da classe média, que manteve o mercado aquecido nos últimos dois anos.
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Primeira posição
De acordo com o economista, pela primeira vez, a GM conquistou o primeiro lugar, considerando apenas autos. “O resultado se deve ao altíssimo investimento realizado em janeiro em todas as mídias disponíveis em nosso país, com deslocamento de verbas publicitárias institucionais para o marketing de varejo”, finaliza.