Venda de etanol cai 8,5% e a de gasolina aumenta 17,5% em 2010

Fecombustíveis aponta que oferta de crédito e da renda e, por consequência, aumento do consumo, ajudou a compor cenário

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SÃO PAULO – No ano passado, os postos de combustíveis venderam 8,5% menos etanol. O cenário que poderia ser ruim, porém, foi amenizado pela alta de 17,5% nas vendas de gasolina C, segundo mostra o Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2011, da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes).

Ao todo, em 2010, foram comercializados 29,8 milhões de metros cúbicos de gasolina e 15,1 milhões de metros cúbicos de etanol. De acordo com o relatório, somente o crescimento das vendas de gasolina superou toda a evolução registrada entre 2000 e 2009, que foi de 2,2 milhões. Já a queda das vendas de etanol deveu-se, principalmente, ao aumento do preço do combustível.

Em média, as vendas de combustíveis cresceram 8,4% no ano passado, superando o aumento de 7,5% da economia. Com isso, o faturamento do setor atingiu R$ 223 bilhões – uma alta de 12%, considerando a comercialização de gasolina, etanol, diesel e GLP (gás de cozinha). O valor corresponde a 5,4% do PIB.

Mercado em transformação
De acordo com a federação, a oferta de crédito, da renda e, por consequência, o aumento do consumo das famílias, ajudou o segmento a crescer no ano passado. O crescimento da classe C, ávida por consumo, também incentivou o segmento, pois a nova classe média foi a que mais incentivou a alta das vendas de automóveis.

“Com mais dinheiro no bolso e perspectiva de que vão se manter empregados nos próximos anos, os brasileiros satisfizeram o desejo de consumo há tempos reprimido”, afirmou a federação no relatório.

No caso específico do bom desempenho da gasolina, a redução do percentual de etanol anidro na gasolina, de 25% para 20%, contribuiu para o aumento das vendas, pois evitou uma disparada dos preços do combustível.

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A tendência, segundo a federação, é que a gasolina mantenha o posto de principal combustível para veículos leves ao longo deste ano, principalmente por conta do possível reajuste que a Petrobras deve fazer nos preços do combustível. Já o etanol não deve apresentar um cenário tão favorável. Para este ano, os preços devem continuar não tão atrativos.

Crescimento em ritmo lento
Para este ano, a Fecombustíveis espera um crescimento em ritmo lento do setor, com gasolina e diesel puxando um bom desempenho. Além disso, a federação espera a adoção de medidas para diminuir as irregularidades do setor.