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SÃO PAULO – A partir de 31 de janeiro do ano que vem não será mais permitida a fabricação e importação de refrigeradores e condicionadores de ar com qualidade reduzida, que consomem mais energia elétrica. A comercialização no mercado interno, por sua vez, será proibida no mesmo dia de julho. A afirmação foi pelo coordenador-geral de eficiência energética do Ministério de Minas e Energia, Paulo de Tarso.
A decisão foi tomada após o encerramento, na última quarta-feira (27), de audiência pública, que teve duração de 30 dias. Conforme Tarso, os eletrodomésticos citados são atendidos pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) que, em uma classificação que vai de A a E, informa sobre sua eficiência.
“Com essa portaria, haverá critérios também para os produtos abrangidos pela classe E. A lei de eficiência limitou-a como índice mínimo. Abaixo disso, estará fora do mercado”, explicou o coordenador.
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Consumo máximo
O consumo máximo estipulado para geladeiras foi de, por exemplo:
- As de uma porta, sem congelador interno: 33,4 kilowatt/hora por mês;
- Refrigerador combinado de duas portas, capacidade para 350 litros: 59,1 kW/h por mês;
- Congelador horizontal, 450 litros: 56,7 kW/h mensais.
No caso de condicionadores de ar, a análise, conforme Tarso, é mais complexa. “A eficiência é medida, de uma maneira mais simplificada de se explicar, pela diferença entre a capacidade total de refrigeração e a potência que ele demanda na rede.” O coordenador explicou que esse resultado varia conforme o modelo de cada eletrodoméstico.
Classes A e B
Segundo Tarso, a maioria dos refrigeradores e condicionadores de ar existentes no mercado são das classes mais altas: A e B. Os índices de qualidade são de, respectivamente, 76% e 75%. No caso específico de geladeiras de uma porta é de 86%.
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“O índice de qualidade é alto”, explicou. Tarso adicionou, no entanto, que a decisão de criar um controle de qualidade mais ferrenho sobre os produtos é uma forma de aumentar o desempenho e a eficiência da energia.
“O mundo inteiro está correndo atrás de eficiência energética, Suécia, Uruguai, Japão, e agora o Brasil. Isso porque todos sabem que a melhor energia é a economizada”, afirmou.
Perspectiva
Segundo Tarso, ainda não há perspectivas de quanto será economizado com a medida. Porém, o coordenador citou um estudo feito pela Concessionária de Energia da Bahia mostrando que, em residências de baixa renda, com geladeira e sem chuveiro, o gasto médio mensal é de 65 kW/h. Somente o refrigerador corresponde a 74% desse total.
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“E isso não significa só eletrodomésticos vendidos com baixa qualidade, mas também aqueles de segunda mão, mais velhos”, explicou.
A medida ficará restrita à comercialização dos produtos, não havendo interferência no caso de residências que já os possuam.