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SÃO PAULO – A venda de veículos importados sofreu retração de 21,6% na comparação entre o primeiro semestre de 2012 e o mesmo período do ano passado.
Segundo os dados divulgados pela Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, no primeiro semestre deste ano foram vendidas 70.969 unidades, contra 90.518 no mesmo período do ano passado.
O mercado interno também registrou queda, mas de apenas 0,3%. Foram emplacadas 1.632.808 unidades este ano contra 1.638.086 veículos emplacados de janeiro a junho do ano passado. “Se analisarmos o comportamento do mercado brasileiro por dados de market share, o desempenho da Abeiva em junho voltou a ter perda expressiva, de 3,29% ante 6,67% em junho de 2011. E ao comparar os primeiros semestres de 2012 e 2011, o nosso market share caiu de 5,53% para 4,35%”, explica o presidente da Abeiva, Flávio Padovan.
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Mensal
Na comparação mensal houve queda de 9,6% em junho, ante o resultado de maior. De acordo com a entidade, no mês passado foram vendidas 11.201 unidades, enquanto em maio o total de vendas foi de 12.388 unidades.
Se comparado a igual período do ano passado, no entanto, a queda foi ainda mais acentuada: 41,4%. Em junho de 2011, foram emplacados 19.130 veículos importados contra 11.201 unidades do mês passado.
“Ao comparar os dados de desempenho da Abeiva, em junho, com o comportamento do mercado interno brasileiro, está nítida a influência dasaltas do IPI e do dólar”, ressalta Padovan, “Nós registramos queda de 9,6% em junho, enquanto o mercado anotou aceleração de 24,1%. Mas na comparação entre junho deste ano contra junho de 2011, enquanto a Abeiva absorve uma queda de 41,4%, o setor obteve alta de 18,7%. Ou seja, mais de 60 pontos percentuais de diferença”, conta o presidente.
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Mercado
A menos de dois meses do fim do incentivo às montadoras nacionais, de redução temporária da alíquota do IPI, mas já com movimento de continuidade do benefício, o presidente da Abeiva afirma que está preocupado com a interrupção do diálogo com o Governo Federal. “Há cerca de dois meses, temos tentado uma reunião em Brasília, para expor pessoalmente as preocupações dos associados da Abeiva. A única maneira de tirar os importados desse quadro insustentável de mercado será, ao menos, o estabelecimento do sistema de cotas, com isenção dos 30 pontos percentuais imputados ao nosso setor. A partir de agora, fica evidente que será inevitável a dispensa parcial empregos diretos”, avalia Padovan.