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SÃO PAULO – Para driblar os gastos com combustível, muita gente tem aderido ao gás natural veicular (GNV). A previsão do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) é que, até o final de 2005, haverá mais de um milhão de veículos circulando com o combustível no Brasil.
Até o fim de 2004 foram registradas 827.958 conversões. Em dezembro houve um recorde histórico, quando mais de 22 mil automóveis aderiram ao GNV.
Vale a pena?
Há vantagens e desvantagens em instalar o cilindro em seu carro. O custo para aquisição do kit de conversão varia entre R$ 2,3 e R$ 3 mil, dependendo do modelo do carro. Existe ainda a possibilidade do veículo perder até 20% da sua potência, o que pode ser inadequado para motores 1.0.
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Mas a economia com o combustível é grande. Com cerca de R$ 10 pode-se encher o cilindro que roda até 230 quilômetros (capacidade de 14 metros cúbicos). Com o mesmo valor só é possível percorrer cerca de 50 quilômetros com veículo movido à gasolina (5 litros).
Menos poluente
O presidente do Sindicov/DF (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores do Distrito Federal), Edson Maia, destaca as vantagens da alternativa: “o gás é menos poluente e isso vem a somar na gama de opções que o consumidor terá. Por exemplo, se ocorre um conflito no Oriente Médio e o preço da gasolina sobe, nós temos alternativa do gás combustível ou álcool, que são produzidos aqui”.
Vale lembrar que algumas montadoras já têm modelos tricombustíveis, que funcionam com gasolina, álcool ou gás natural. Por enquanto, a quantidade de locais para abastecimento é pequena: existem cerca 900 postos distribuídos entre São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Paraíba e Alagoas.