Veículos: inadimplência nos consórcios sobe para 11,15% em fevereiro

O total de não-pagadores registrou uma alta de 23 pontos-base sobre o mês anterior, de acordo com o Banco Central

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SÃO PAULO – A inadimplência total do setor de consórcios de automóveis, considerando-se os participantes ativos que estão em atraso, independentemente de terem sido contemplados ou não, atingiu 11,15% em fevereiro.

De acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira (3), o total de não-pagadores registrou uma alta de 23 pontos-base sobre o mês anterior, quando a proporção era de 10,92% do total. Já na comparação com o segundo mês de 2007 (13,15%), houve redução de 2 pontos percentuais.

Entre os participantes que já foram contemplados, a inadimplência foi menor, de 5% no segundo mês de 2008. Em janeiro, este índice era de 4,88%, e em fevereiro de 2007, de 5,87%.

Números do setor

No geral, o sistema de consórcios cresceu 1,93% de fevereiro de 2007 ao mesmo mês deste ano, contabilizando 3,447 milhões de participantes ativos. Já frente a janeiro de 2008, houve queda de 0,20%.

Apenas o segmento de carros, segundo o levantamento, contava com 22,13% do total de participantes ativos do sistema em fevereiro, o que mostra que 763.176 pessoas estavam inseridas neste tipo de consórcio.

Na comparação com o mês anterior (763.143), o total de participantes ativos dos consórcios de automóveis ficou praticamente estável, e em relação ao total de pessoas do segundo mês de 2007 (774.183), caiu 1,42%.

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Grupos e contemplações

Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) indicam que, em fevereiro, as vendas de veículos no mercado interno contabilizaram 168.392 unidades, para um total de 225.676 unidades produzidas. Na mesma época, 14.197 cotas de consórcios de carros foram contempladas.

Com base nesses dados, é possível afirmar que, caso todas as contemplações tivessem sido utilizadas no decorrer do mês, a participação dos consórcios no total de vendas internas de automóveis teria sido de 8,43%, e em termos de produção, de 6,29%.