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SÃO PAULO – A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) divulgou os números de uma pesquisa que buscou diagnosticar a frota nacional de transportadores, dez meses após a obrigatoriedade do RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga).
De acordo com o levantamento, aproximadamente 1,5 milhão de veículos de carga trafegam nas estradas brasileiras, sendo que cerca de metade deles só na região Sudeste.
Veículos de carga em números
Pelas estatísticas, 57% desses veículos são caminhões simples, 17% são semi-reboques, 15% tratores, 5% caminhonetes-furgão, 3% reboques e 3% são de apoio operacional.
A resolução que instituiu o RNTRC, em vigor desde junho de 2004, já registrou mais de 746 mil veículos. Destes, 84,7% são autônomos, 15,2% são empresas e 0,1% são cooperativas. Enquanto as empresas contam, em média, com 5,4 veículos cada uma, os autônomos têm 1,3 e as cooperativas 14,2.
Ainda segundo o levantamento, a idade média dos veículos de carga no Brasil é de 14,7 anos. Enquanto os mais velhos pertencem a transportadores autônomos e somam cerca de 19 anos de uso, os veículos das empresas são os mais novos e têm, em média, nove anos. Já os carros das cooperativas já estão na estrada há 11 anos.
Cerca de 56,6% de toda a frota é de autônomos, enquanto os veículos das empresas representam 42,9% da frota e das cooperativas apenas 0,5%.
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“Isso nos leva a concluir que a frota é ineficiente. Veículos antigos trafegam com alto custo de manutenção, consumindo mais combustível, o que torna o frete mais caro”, observou o diretor da ANTT, José Alexandre Resende. Ele garante, contudo, que o Governo pretende abrir uma linha de crédito específica para os transportadores de carga, para estimular a renovação dessa frota.
Credenciamento pode ajudar a melhorar o setor
Segundo o diretor da ANTT, José Alexandre Resende, o próprio credenciamento da ANTT vai contribuir para que o Governo elabore políticas específicas para o setor. O registro é gratuito e pode ser feito num dos 182 postos de credenciamento. “As inscrições continuam abertas, não há restrição para entrada. O transportador só tem que comprovar que é profissional”, explicou o diretor.
Quem não apresentar o registro será multado em R$ 500, mas para o transporte de carga particular o RNTRC não é exigido, já que a nota fiscal dos produtos comprova o transporte de carga própria.
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O próximo passo, segundo o diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Alfredo Peres da Silva, será a publicação de uma resolução determinando que os Departamentos de Trânsito (Detrans) só emitam a placa vermelha para os veículos comerciais de carga inscritos no RNTRC.
De acordo com o diretor do órgão, Alfredo Peres, “A CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] do Roubo de Cargas comprovou que, nas atividades de contrabando e narcotráfico, é muito utilizada a figura do caminhão”. Ele acredita que o registro identificará o bom transportador.
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