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SÃO PAULO – O aumento da oferta de emprego e da renda média do brasileiro têm se refletido no valor dos cheques emitidos. Em julho deste ano, por exemplo, a média das folhas atingiu R$ 152, o que representa 13,59% de aumento frente ao sétimo mês de 2006 (R$ 134).
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (20), fazem parte de um estudo inédito realizado pela Telecheque e apontam que, na comparação com junho (R$ 145,78), o valor médio dos cheques cresceu 4,12%.
Consumo de bens duráveis
De acordo com o vice-presidente da entidade, José Antônio Praxedes Neto, o crescimento do valor médio transacionado em cheques reflete um comportamento de compras voltado para o consumo de bens duráveis, que tem sido fortemente priorizado pelo consumidor através deste meio de pagamento.
“Isto acontece não só pela facilidade em se obter crédito, mas também pelas vantagem de um parcelamento mais flexível”, explica Praxedes Neto.
Estados
Em julho, os maiores valores médios de cheques foram verificados em estados do Norte e Nordeste do País: Maranhão (R$ 347), Amazonas (R$ 344), Alagoas (R$ 276) e Pará (R$ 236).
Conforme aponta o vice-presidente da Telecheque, as características do varejo são fortemente determinadas pelos hábitos de compras, pelo perfil dos lojistas e pelo comércio local.