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SÃO PAULO – Que a queda do dólar dos últimos dias, batendo níveis não vistos desde o ano passado, representam um bom momento para a compra da moeda por quem vai viajar ao exterior, não há dúvidas.
Porém, na hora de comprar, o consumidor pode ficar confuso com as taxas, cotações e diferenças entre o valor cobrado pelas agências de câmbio e bancos.
O gerente de mesa de operações do banco Confidence, Felipe Pellegrini, explica que o valor cobrado do cliente final que busca comprar dólar é o “câmbio turismo”, que agrega os custos embutidos da operação e o ganho da agência. Geralmente, o valor é entre 5% e 7% maior que a cotação do dólar comercial.
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“O valor pode variar entre uma empresa e outra, mas, se passar muito desse percentual, é preciso ficar atento”, alerta Pellegrini.
Cotações em tempo real
O especialista recomenda que a pesquisa da melhor taxa, nas diferentes agências, precisa ser feita pela internet, em tempo real, pois o câmbio varia ao longo de todo o dia. “Em dez minutos, o valor pode mudar, o que atrapalha a pesquisa”.
De maneira geral, Pellegrini acredita que quem vai viajar ao exterior também precisa acompanhar o noticiário relativo ao dólar, especialmente as notícias sobre entrada de capitais estrangeiros na economia brasileira.
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“O viajante tem de prestar atenção nisso. Acabamos de ver notícias sobre o valor recorde de entrada de capital estrangeiro no País. Ao lado disso, tem o Banco Central já sinalizando que não quer que o dólar desvalorize tanto. Pegando essas duas coisas, a pessoa já consegue concluir que o dólar está em um nível realmente baixo e o BC deve fazer algo em breve para mudar isso. Então, ele pode concluir que é a melhor hora para comprar pelo menos parte do que vai gastar no exterior”, finalizou o executivo.